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Casal investigado por morte de empresário em Imperatriz é preso pela PRF em Tianguá

A noite de quinta-feira foi de trabalho intenso para as equipes da Polícia Rodoviária Federal nos estados do Nordeste. Um casal, investigado por um crime grave no Maranhão, tentava cruzar estados pela BR-222, mas não passou pela blitz. A operação conjunta entre PRF, Polícia Federal e Polícia Civil mostrou como a integração entre forças de segurança é fundamental em casos de grande repercussão.

A prisão aconteceu por volta das 23h30, no km 313 da rodovia, próximo a Tianguá, no Ceará. Tiago Guilherme Alves Monteiro, de 43 anos, e Yala Kananda Costa Alves, de 29, estavam no carro. Eles tinham mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça do Maranhão. O alvo da operação era claro e as equipes estavam preparadas para interceptá-los em seu trajeto.

Durante a abordagem, o casal afirmou que estava apenas de férias. Eles disseram ter saído de Parnaíba, no Piauí, com destino a João Pessoa, na Paraíba. As investigações, porém, contavam outra história. Os levantamentos das polícias indicavam que a dupla havia partido de São Luís, capital do Maranhão. A versão dada pelos suspeitos não se sustentou diante das informações já consolidadas pelas autoridades.

O desaparecimento do empresário

Tudo começou com o sumiço do empresário Laércio Miller Rocha Ferreira, de 33 anos. Ele desapareceu na madrugada do último dia 5 de junho, após uma festa na região da Beira-Rio, em Imperatriz. Câmeras de segurança registraram sua chegada a uma casa no Parque Anhanguera por volta das 3h38 da manhã. Naquele local, um grupo de pelo menos sete pessoas esteve presente em diferentes momentos.

Laércio permaneceu na residência com três indivíduos após a saída dos outros. Entre eles estavam justamente Tiago e Yala, agora presos. No dia seguinte, preocupados com a falta de notícias, os familiares do empresário acionaram a polícia. O carro dele foi encontrado abandonado na mesma rua onde ele foi visto pela última vez, acendendo um alerta vermelho.

A Polícia Civil do Maranhão deu início às investigações e o cenário na casa era preocupante. Peritos encontraram vestígios de sangue e marcas de disparos de arma de fogo nas dependências do imóvel. As evidências apontavam para um crime violento. Com base nessas provas, a Justiça decretou a prisão temporária de três pessoas, incluindo o casal e um terceiro homem, Gabriel Pereira Monteiro.

O desfecho trágico e a captura

A investigação seguiu em ritmo acelerado para localizar Laércio e os suspeitos. Na tarde da própria quinta-feira, um dia marcante para o caso, um achado macabro veio à tona. Em um tambor abandonado no bairro Cidade Nova, em Davinópolis, no Maranhão, foram encontrados restos mortais. O material apresentava sinais de ter sido carbonizado, numa tentativa de dificultar a identificação.

No mesmo local, os investigadores localizaram documentos pessoais da vítima. A carteira de habilitação e cartões bancários de Laércio estavam ali, o que fortaleceu a ligação com o desaparecimento. A confirmação da identidade dos restos mortais, no entanto, ainda depende do resultado de exames de DNA, que estão sendo realizados com urgência.

Enquanto isso, a polícia já estava no encalço do casal. Com a colaboração entre estados, a PRF conseguiu traçar a rota de fuga. Eles tentaram um contato por vídeo durante a perseguição, mas a ordem foi para continuar as buscas até a localização física. Após a prisão em solo cearense, Tiago e Yala foram levados para a Delegacia Regional da Polícia Civil em Tianguá. As autoridades maranhenses foram comunicadas e as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes deste crime.

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