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Liziane Gutierrez processa motorista de aplicativo após assalto em São Paulo

Uma influenciadora digital passou por um episódio assustador na Vila Olímpia, em São Paulo. Ela foi assaltada minutos depois de um motorista de aplicativo pedir que ela e o filho saíssem do carro no meio da rua. O caso levanta uma questão importante sobre a responsabilidade das plataformas de transporte e a segurança dos passageiros em situações de conflito.

A discussão começou com um pedido simples dentro do veículo. A passageira solicitou que o motorista ligasse o ar-condicionado. Ele se negou e a situação escalou rapidamente para uma briga. O condutor então ordenou que mãe e filho descessem do carro ali mesmo, em um local desconhecido para eles.

Sem saber onde estavam, eles precisaram consultar o celular com GPS para se localizar. Foi nesse momento de vulnerabilidade, com o aparelho na mão e a atenção voltada para a tela, que o assalto aconteceu. Uma moto se aproximou na contramão e o criminoso anunciou o roubo.

A decisão de processar o motorista

A influenciadora já anunciou que vai processar o motorista. Ela conversou com um advogado e entende que há uma diferença crucial no caso. Se o assalto tivesse ocorrido durante a viagem, dentro do carro, a responsabilidade seria outra. A decisão do condutor de interromper a corrida e deixá-los em um local qualquer, segundo ela, mudou tudo.

Ela argumenta que a obrigação do motorista começou quando ele aceitou a corrida. Encerrar o serviço de forma abrupta, especialmente em uma área desconhecida para o passageiro, pode criar uma situação de risco. A plataforma de aplicativo tem suas regras, mas o senso de dever e cuidado com a segurança deveria prevalecer.

O filho da influenciadora, que mora nos Estados Unidos desde criança, chegou a sugerir que fossem a pé. A mãe, conhecendo melhor os riscos, insistiu no carro por segurança. A ironia é que a tentativa de se proteger usando o aplicativo resultou justamente em uma exposição maior ao perigo.

O momento do assalto e a reação em família

Assim que desceram do carro, mãe e filho estavam visivelmente perdidos. A necessidade de usar o GPS no celular os tornou um alvo fácil. A influenciadora conta que, ao ver a moto se aproximando na contramão, ela já previu o que iria acontecer. A intuição de quem conhece a realidade das grandes cidades brasileiras não falhou.

Seu filho, assustado, reagiu instintivamente e correu para o outro lado da rua. Ela rebateu as críticas de que o jovem não ficou para ajudá-la. Como mãe, ela diz que se jogaria na frente dele para protegê-lo. O desespero na hora foi duplo: medo do assaltante à sua frente e pavor de que pudesse haver um comparsa ameaçando seu filho.

O criminoso foi direto e ameaçador. Ele exigiu o celular e a senha, fazendo uma ameaça de morte muito clara. Diante da escolha entre um objeto material e a vida, a decisão foi instantânea. Ela entregou tudo sem hesitar. A experiência, embora traumática, terminou sem violência física. O prejuízo material, ainda que incômodo, não se compara ao alívio de sair ilesa com seu filho.

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