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Dólar sobe a R$ 5,07, mas Bolsa fecha o mês em alta com juros nos EUA

A sexta-feira foi movimentada nos mercados financeiros. Um problema técnico atrasou o início dos negócios na Bolsa, mas isso não segurou o ritmo. O dólar subiu um pouco no dia, mas fechou o mês de julho mais barato. Foi a primeira queda mensal depois de dois meses seguidos de valorização.

O Ibovespa, por sua vez, aproveitou o clima mais otimista e terminou a sessão em alta. Com isso, conseguiu seu primeiro ganho mensal desde fevereiro. Esse movimento foi puxado por uma melhora nas expectativas sobre os juros nos Estados Unidos.

Para quem acompanha o câmbio, o dia terminou com o dólar comercial sendo vendido a R$ 5,070. Apesar da pequena alta diária, a moeda americana acumulou uma queda de 2% em todo o mês de julho. No ano, a desvalorização já chega a 8%.

O principal índice de ações do país, o Ibovespa, fechou perto dos 178 mil pontos. Esse desempenho positivo interrompe uma sequência de quatro meses de perdas. O índice havia recuado cerca de 9% desde o fim de fevereiro e agora busca se recuperar.

É importante notar que, mesmo com os tombos recentes, o Ibovespa ainda mantém um ganho de aproximadamente 10% no ano. Esse resultado é sustentado principalmente pela forte alta que vivenciamos no primeiro bimestre.

O que causou o atraso na Bolsa?

O pregão da B3 deveria ter começado às 10h da manhã, mas só foi iniciado por volta das 12h45. A Bolsa informou que um problema técnico foi o culpado. A falha ocorreu no envio de arquivos e na abertura da chamada Câmara B3, etapa essencial para o funcionamento de todo o mercado.

Enquanto o problema não era resolvido, todos os ativos, incluindo os cambiais, permaneceram em leilão. Esse tipo de incidente, embora raro, mostra como a infraestrutura do sistema é complexa.

Balanços e notícias corporativas em foco

Os mercados internacionais também estavam em alta, seguindo o bom humor de Wall Street. A atenção dos investidores estava voltada para os resultados trimestrais de gigantes da tecnologia. No Brasil, os balanços e outras notícias corporativas movimentaram papéis específicos.

A Vale divulgou uma queda de 26% no lucro do segundo trimestre. No entanto, seu resultado operacional, desconsiderando efeitos de Brumadinho, cresceu 19%. As ações da minerária terminaram o dia com uma leve alta.

O Santander Brasil foi um dos grandes destaques, com suas ações saltando mais de 13%. O motivo foi o lançamento de uma oferta para recomprar 10% do capital da subsidiária brasileira. A operação envolve a troca de papéis da unidade local por recibos das ações da matriz espanhola.

A Raízen recebeu uma decisão judicial favorável. A Justiça de São Paulo aprovou o plano de recuperação extrajudicial da empresa. O acordo, que envolve R$ 61,4 bilhões em dívidas, agora é obrigatório para todos os credores daquela categoria. Seus papéis eram negociados a preços muito baixos, perto de R$ 0,26.

No mercado de commodities, o petróleo registrou queda. A referência internacional, o Brent, recuou para US$ 86,88 por barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, também caiu, fechando em US$ 83,59. Esses movimentos sempre refletem as expectativas sobre a economia global e a demanda futura pela commodity.

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