O candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, o deputado Alfredo Gaspar, solicitou à Procuradoria-Geral da República a aceleração de um exame de DNA. Ele quer que o laudo afaste rapidamente uma suspeita grave apresentada contra ele. A acusação, feita por outros parlamentares, envolve um suposto crime de estupro de vulnerável.
O material genético do político foi coletado no final de abril, após uma decisão judicial. A própria defesa do deputado foi quem pediu essa coleta para a Justiça. Seus advogados afirmam que a prova científica é a única forma de demonstrar que a acusação é completamente falsa.
Agora, a equipe jurídica também vai buscar o mesmo pedido junto ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. O objetivo é que o magistrado estabeleça um prazo máximo de setenta e duas horas para a conclusão da análise. Tudo gira em torno de agilizar um processo que pode definir rumos políticos.
### O caminho da acusação até o Supremo
A denúncia contra Alfredo Gaspar chegou à Polícia Federal através de uma notícia-crime. Os autores foram o deputado Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke. Eles alegam existir documentos e conversas que indicariam a prática de um crime específico. A suposta vítima teria treze anos na época dos fatos.
Dessa relação, segundo os acusadores, teria nascido uma criança. O caso foi encaminhado ao STF por envolver uma autoridade com foro privilegiado. O ministro Gilmar Mendes, como relator, enviou o pedido de investigação para a PGR. O órgão, por sua vez, ainda não se pronunciou formalmente sobre a abertura de um inquérito.
Antes de tomar uma decisão, a Procuradoria pediu mais informações à senadora Soraya Thronicke. Ela precisa fornecer elementos adicionais que sustentem a acusação inicial. Esse é um procedimento comum para evitar investigações baseadas apenas em alegações genéricas.
### A defesa e a reação política
O deputado Gaspar classificou publicamente a acusação como um “ataque criminoso”. Ele afirma que o timing não é coincidência, pois o fato surgiu quando ele atuava como relator de uma CPI importante. Para ele, a única resposta possível a uma acusação tão infame é a comprovação científica da inocência.
O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho, disse que a estratégia para lidar com o desgaste será “a verdade”. A ideia é remover o que chamam de “espada colocada na cabeça do candidato”. A defesa jurídica acredita que o exame de DNA é a prova definitiva para enterrar as alegações.
A advogada do parlamentar, Maria Cláudia Bucchianeri, foi enfática. Ela disse que o vínculo genético é o único elemento objetivamente verificável no caso. Segundo ela, essa prova não depende de testemunhas, versões ou conveniências. O resultado é conclusivo por si só.
### Os próximos passos judiciais
A coordenadora jurídica da campanha anunciou que vai pedir audiências com as principais autoridades. A lista inclui o ministro Gilmar Mendes, o procurador-geral da República e o diretor-geral da PF. O objetivo desses encontros é tratar diretamente do tema e buscar o arquivamento do caso.
Paralelamente, Alfredo Gaspar já moveu ações judiciais contra os dois parlamentares que o acusaram. Ele processa Lindbergh Farias e Soraya Thronicke por crimes como calúnia e injúria. O deputado deixou claro que não aceitaria uma eventual retratação dos acusadores.
Ele afirmou que pretende ir “até o fim” com essa ação judicial. O caso se transformou em um embate que mistura disputas políticas, batalhas judiciais e a expectativa por uma prova pericial. O resultado do DNA é aguardado como um ponto final definitivo para esse capítulo.
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