O técnico Cuca ainda tem um quebra-cabeça para montar antes da estreia do Santos na Copa do Brasil. O time enfrenta o Remo neste sábado, na Vila Belmiro, buscando uma vaga nas quartas de final. A volta será na terça-feira que vem, no Mangueirão, em Belém.
O grande desafio é encontrar o equilíbrio certo entre o meio-campo e o ataque. Enquanto Gabriel Bontempo tem sido peça-chave nessa ligação, o trio com Rollheiser, Neymar e Gabigol ainda não engrenou de fato. A última sessão de treinos antes da decisão pode ser crucial para Cuca definir seu plano.
A dúvida principal gira em torno da efetividade desse trio ofensivo. Quando os três começaram juntos da última vez, o Santos só empatou com a Chapecoense. Rollheiser e Gabigol tiveram atuações apagadas, com o centroavante sendo vaiado ao sair de campo. O desempenho deixou questões no ar.
A busca pelo equilíbrio ofensivo
Na vitória sobre a Universidad Central, na terça, a história foi um pouco diferente. Eles atuaram juntos por apenas meia hora no segundo tempo, após Neymar entrar no intervalo. Gabigol até marcou um gol, mas também perdeu chances claras. A eficiência ainda parece ser um ponto a ser trabalhado.
O problema vai além da finalização. Cuca já havia identificado, antes da pausa para a Copa do Mundo, que o trio sobrecarregava o sistema defensivo. A recomposição ficava comprometida com os três em campo. Foi por isso que o treinador optou por deixar Gabigol no banco naquela ocasião.
A volta do atacante à titularidade veio apenas quando Neymar se lesionou. Na sequência, em quatro jogos, Gabigol respondeu com cinco gols e duas assistências, mostrando seu valor. Agora, o desafio é integrar seu futebol ao de Neymar sem desequilibrar o time.
Opções táticas para Cuca
Diante desse cenário, o treinador tem caminhos a seguir. Um deles seria manter os três craques juntos e buscar ajustes táticos. Porém, isso exigiria um esforço extra de recomposição de Neymar e Gabigol, algo que preocupa a comissão técnica.
A segunda opção, mais conservadora, seria reforçar o meio-campo. Nesse caso, João Schmidt poderia entrar no lugar de Rollheiser. A ideia seria dar mais solidez e compensar a menor presença defensiva dos dois atacantes. Schmidt traz robustez e experiência para equilibrar o setor.
A escolha final dependerá do que Cuca observar nos últimos treinos. O jogo contra o Remo, pela Copa do Brasil, pede uma postura equilibrada entre o desejo de atacar e a necessidade de não sofrer gols. Encontrar esse ponto ideal é a missão do técnico para o primeiro confronto.
A partida de sábado na Vila Belmiro será o primeiro teste. O time precisa de um resultado positivo para levar uma boa vantagem para o jogo da volta, no Mangueirão. As decisões de Cuca nos próximos dias definirão a cara deste Santos em um momento decisivo da temporada.
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