O cenário político brasileiro vive um momento de especulações e movimentações, especialmente quando o assunto são as eleições de 2026. Nesse clima, alguns nomes veteranos voltam ao centro das conversas, mesmo que apenas para afastar possibilidades. Foi o que aconteceu com um político de grande trajetória no Nordeste.
Tasso Jereissati, ex-senador pelo PSDB, saiu de um período de menor exposição para dar uma entrevista coletiva. O assunto inevitável foi sua possível volta ao jogo eleitoral nacional. Os rumores colocavam seu nome na chapa de um colega de parlamento, mas ele foi direto ao ponto.
Com um tom descontraído, ele logo tratou de desfazer qualquer boato. A pergunta era sobre uma eventual candidatura a vice-presidente na chapa do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. A resposta não deixou margem para dúvidas. Ele simplesmente descartou a hipótese, com naturalidade.
A negação formal da chapa
Tasso Jereissati foi categórico ao negar qualquer plano de ser vice de Caiado. Ele explicou que não mantém contato com o governador goiano há muitos anos. A relação ficou no passado, restrita ao período em que foram colegas no Senado Federal. A ideia de uma aliança agora, portanto, não teria base.
O ex-senador usou uma expressão coloquial para definir seu papel atual na política. Disse que atua apenas “dando pitaco”, opinando sobre os rumos do país e do seu estado. E brincou que seus próprios aliados reclamam desse seu hábito, pedindo para ele parar de dar opiniões.
Mesmo assim, ele admite ser teimoso e continuar falando o que pensa. Essa postura revela um homem que, embora afastado de cargos, não se afastou do debate público. Sua experiência ainda é vista como uma bússola por muitos, mesmo quando suas opiniões geram desconforto.
A defesa de uma renovação urgente
Além de falar sobre si, Tasso aproveitou para fazer uma análise mais ampla. Ele criticou o envelhecimento da classe política brasileira. Para ele, com raras exceções, os lideres atuais estão “envelhecidos e mal-acostumados”. É um diagnóstico duro sobre a estagnação em Brasília e nas capitais.
A solução, na visão dele, está no sangue novo. Ele defendeu com vigor a emergência de novas lideranças jovens. O Ceará e o Brasil precisariam urgentemente de pessoas com energia, dinamismo e vontade de fazer diferente. É um apelo por uma renovação que ele considera tardia.
Essa defesa da juventude não é apenas um discurso vago. Reflete uma percepção de que os métodos antigos já não respondem aos desafios atuais. A busca por eficiência, profissionalismo e resultados concretos exigiria uma nova geração no comando.
O futuro político do Ceará
E quando o assunto é o futuro, um nome foi destacado por Tasso: Ciro Gomes. O ex-senador confirmou que, ao que sabe e espera, Ciro será candidato ao governo do Ceará em 2026. Ele não apenas confirmou a informação como depositou esperanças nessa candidatura.
Tasso fez um elogio ao passado do estado, lembrando um tempo em que o Ceará era exemplo nacional em gestão profissional, geração de empregos e atração de investimentos. Na avaliação dele, hoje o estado vive um grande retrocesso em várias frentes.
Nesse contexto, Ciro Gomes surge como a “esperança que renasce”. A expectativa é que ele possa liderar uma transição e reconduzir o estado a um caminho de prosperidade e respeito. A fala de Tasso coloca Ciro como peça central no projeto de renovação estadual.
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