Um apresentador de televisão está novamente no centro de uma polêmica envolvendo falas consideradas ofensivas. Desta vez, Ratinho, do SBT, foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo por suposta homofobia. O fato ocorreu durante seu programa, na última quarta-feira, e rapidamente ganhou as redes sociais.
A denúncia partiu do deputado estadual suplente Agripino Magalhães. Ele protocolou a representação na quinta-feira, um dia após a exibição do programa. O parlamentar classifica a declaração do apresentador como ofensiva e preconceituosa contra a população LGBTQIAPN+.
Esta não é a primeira vez que o comunicador enfrenta situações semelhantes. De acordo com o próprio deputado, já é a quarta representação apresentada contra Ratinho. As anteriores foram feitas em 2023, 2025 e maio de 2026, sempre por declarações análogas.
O comentário que gerou a crise
Tudo começou durante uma entrevista com o cantor Tiago Piquilo, da dupla sertaneja Hugo & Tiago. Enquanto conversavam, Ratinho comentou uma mudança no visual do artista. Foi então que ele soltou a frase que gerou a controvérsia: disse que Tiago estava “com uma cara de viado”.
A expressão, carregada de um histórico pejorativo, foi entendida por muitos como um insulto homofóbico. O uso de termos que associam características a uma orientação sexual de forma depreciativa é amplamente rejeitado por especialistas em direitos humanos. Esse tipo de linguagem pode perpetuar estereótipos e causar danos reais.
A repercussão foi imediata e negativa nas redes sociais. Usuários criticaram a fala do apresentador, considerando-a desnecessária e preconceituosa. O episódio reacendeu um debate importante sobre a responsabilidade de figuras públicas com grande audiência, especialmente em um programa de televisão aberta.
Histórico de controvérsias e a reação das partes
Agripino Magalhães detalhou que as denúncias anteriores envolviam outros contextos. Entre eles, estariam comentários sobre a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ e o uso de termos pejorativos para se referir à comunidade. Declarações sobre demonstrações de afeto entre homens também foram alvo das representações passadas.
O parlamentar afirma que a persistência desses episódios motivou a nova ação. Ele espera que as autoridades tomem as providências cabíveis para coibir esse comportamento. A representação será analisada pelo Ministério Público, que verificará se há elementos para iniciar um procedimento legal.
Até o momento, Ratinho não se manifestou publicamente sobre esta denúncia específica. Quando procurada, a direção do SBT informou que não comentaria o caso. A análise jurídica agora decidirá se a fala configura ou não um ato de discriminação passível de punição pela lei.
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