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Personal é preso suspeito de matar homem a golpes de faca na Grande Fortaleza

Uma noite que começou com uma festa na praia terminou em tragédia no litoral do Ceará. Um homem morreu após ser esfaqueado na Praia do Balbino, em Cascavel. O suspeito do crime é um instrutor de educação física conhecido nas redes sociais como “Toy Personal”. Ele foi preso em flagrante poucas horas após o ocorrido.

Os dois homens se conheceram em uma festa na Praia da Caponga, ainda no domingo. O suspeito, Rafael Evangelista Monteiro, aproximou-se de um grupo e disse que estava sozinho e sem lugar para dormir. Luiz Thiago da Silva Cordeiro, a vítima, foi quem se ofereceu para ajudá-lo.

A intenção era pernoitar na casa de um familiar de Luiz Thiago, na Praia do Balbino. No entanto, a moradora desconfiou do desconhecido e não permitiu a entrada de Rafael no imóvel. Solidário, Luiz Thiago decidiu ficar do lado de fora com o novo “companheiro” da noite.

O caminho até a tragédia

Os dois então saíram para comprar vinho em um local próximo. Foi durante esse breve deslocamento que a situação fugiu completamente do controle. Rafael, sem motivo aparente, atacou Luiz Thiago com um canivete. Os golpes foram fatais e a vítima não resistiu, morrendo ali mesmo, sem chance de socorro.

Após o ataque, o suspeito fugiu do local. A fuga, no entanto, foi curta. Algumas horas depois, ele procurou uma familiar na localidade de Riacho Fundo e pediu que ela chamasse a polícia. Em seguida, apresentou-se de forma espontânea às autoridades.

Rafael foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e encaminhado para a Delegacia de Cascavel. Lá, ele deu início ao seu depoimento, que trouxe à tona detalhes perturbadores sobre seu estado naquele momento.

A versão do acusado e as investigações

Em sua declaração à polícia, Rafael afirmou não se lembrar direito dos acontecimentos. Ele alegou ter consumido grande quantidade de bebida alcoólica e cocaína durante a festa. Segundo ele, só “voltou a si” quando já estava aplicando os golpes de canivete contra Luiz Thiago.

O suspeito contou ainda que, durante a luta corporal, a vítima conseguiu tomar a arma e o feriu na mão e na perna, numa tentativa de defesa. Apesar desses detalhes, Rafael disse ser incapaz de explicar o que motivou a agressão inicial. Ele atribuiu a lacuna na memória ao estado de alteração provocado pelas substâncias.

A Polícia Civil agora trabalha para reconstituir com precisão a dinâmica do crime. O objetivo é cruzar a versão do acusado com outros elementos de prova e testemunhos, buscando entender a real motivação por trás do ataque fatal. O inquérito segue em andamento para esclarecer todos os pontos que ainda permanecem no ar.

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