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Passinho do Jamal: influenciadores disputam autoria da coreografia que viralizou na internet

Uma dança simples, com poucos passos e muito ritmo, conquistou o mundo nas últimas semanas. O chamado “Passinho do Jamal” saiu das periferias brasileiras e chegou a países distantes, viralizando nas redes sociais. O movimento ganhou milhões de reproduções e se tornou uma febre global, especialmente na Ásia. No centro dessa onda, porém, surgiu uma discussão acalorada sobre quem realmente criou a coreografia.

Dois influenciadores digitais aparecem como protagonistas dessa história. De um lado, está Jamal da Capital, cujo nome real é Romero Junior. Ele é amplamente apontado por fãs e pela mídia como o inventor do passinho. Do outro lado, está Arthur Lima, outro criador de conteúdo com grande alcance na internet. A confusão começou quando internautas notaram uma repetição de padrões.

Vídeos de Arthur dançando o passinho, sem os créditos iniciais a Jamal, alimentaram a desconfiança. A situação escalou quando Arthur comemorou a coreografia sendo executada em uma escola na Tailândia. Essa comemoração, vista por muitos como uma apropriação da autoria, foi o estopim para o debate público. Jamal decidiu então entrar diretamente nos comentários do colega para deixar sua posição clara.

A reação direta nos comentários

A resposta de Jamal foi rápida e direta. No perfil de Arthur, ele escreveu um comentário que não deixava dúvidas sobre sua percepção. “O criador sou eu pae calma ai!!”, afirmou. Ele seguiu o raciocínio, criticando a forma como Arthur estaria se portando diante do sucesso internacional da dança. Jamal insinuou que o colega usava o idioma estrangeiro para criar uma falsa associação de autoria.

O comentário gerou uma enorme repercussão entre os seguidores de ambos. As redes sociais se dividiram, com alguns defendendo Jamal como o legítimo criador e outros apoiando Arthur. O episódio ilustra um conflito comum na era digital, onde a autoria de um conteúdo viral pode se tornar um bem valioso. A linha entre divulgar e se apropriar de uma criação cultural muitas vezes parece tênima.

A polêmica ganhou ainda mais força com a circulação dos prints da discussão. A exposição transformou uma questão entre dois criadores em um assunto de interesse público. Ficou evidente que o passinho havia se tornado algo maior do que uma simples dancinha de internet. Ele se tornou um símbolo cultural com pais reconhecidos em disputa.

A defesa pública de Arthur Lima

Diante da repercussão negativa, Arthur Lima fez um vídeo para se explicar. Ele negou veementemente a acusação de que estaria se passando pelo criador do passinho. Arthur afirmou que seu vídeo era apenas uma reação feliz pela dança ter cruzado fronteiras. Ele destacou seu próprio papel na divulgação internacional do movimento.

O influenciador argumentou que, durante suas viagens ao exterior, as pessoas o reconheciam pela dança. Ele disse já ter deixado claro em um story que não era o criador original, inclusive marcando o perfil de Jamal. Arthur questionou a crítica recebida, perguntando se não poderia comemorar o sucesso de algo que também ajudou a popularizar. Sua fala refletiu uma frustração com a interpretação de seus atos.

Para ele, a questão era sobre reconhecimento pelo trabalho de espalhar a cultura, não sobre roubo de autoria. Arthur enfatizou que nunca afirmou ter inventado a coreografia. Seu ponto de vista trouxe complexidade ao debate, mostrando que a viralização de um fenômeno muitas vezes envolve múltiplos agentes. A narrativa não é mais apenas sobre quem começou, mas também sobre quem amplificou.

A explicação calma de Jamal da Capital

Jamal também usou suas redes sociais para detalhar seu lado da história, em um tom aparentemente mais tranquilo. Ele começou dizendo não ter problema algum com pessoas reproduzindo o passinho. “Eu fiz essa parada aí pra todo mundo fazer”, afirmou, reforçando que a dança era para ser compartilhada. Essa declaração foi crucial para entender sua verdadeira queixa.

O problema, segundo Jamal, não era a replicação, mas a associação. Ele acusou Arthur de se comportar como se fosse o dono da criação, especialmente em contextos internacionais. Jamal sentiu que a narrativa estava sendo distorcida, com o colega se beneficiando da confusão sobre a verdadeira origem. Essa distinção entre uso e apropriação é o cerne do desentendimento.

Sua fala final resumiu o conflito de forma clara. Ele reiterou que qualquer um pode dançar o passinho à vontade. O único incômodo era a tentativa percebida de Arthur de se manter como a figura central da criação. A disputa, portanto, parece girar menos em torno do gesto em si e mais em torno do crédito e da narrativa construída em torno dele. Dois lados com visões diferentes sobre como um patrimônio cultural virtual deve ser gerido.

O passinho segue sua jornada global, agora carregado dessa história. A discussão levantou questões importantes sobre criatividade, crédito e comunidade nas redes sociais. Enquanto a coreografia continua a ser executada de São Paulo a Bangkok, a conversa sobre seus significados permanece. A dança é de todos, mas o reconhecimento por sua criação ainda busca um lugar para se firmar.

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