Memphis Depay está a caminho do Brasil, mas sua permanência no Corinthians ainda é uma incerteza. O atacante holandês deixou Roterdã nesta segunda-feira e deve chegar a São Paulo ainda de madrugada. Apesar da viagem, os detalhes do novo contrato seguem em aberto, pendentes de um acordo final.
A direção do clube, liderada pelo presidente Osmar Stabile, ainda discute pontos específicos da renovação. Os termos foram combinados verbalmente há dias, mas a formalização esbarra em questões práticas. Um dos principais entraves é uma cláusula solicitada pelo jogador.
Memphis quer receber um bônus se o Corinthians disputar o Mundial de Clubes de 2029, mesmo que ele não esteja mais no time. A condição valeria caso a vaga seja conquistada com um título da Libertadores durante sua passagem. A diretoria considera essa proposta inviável e, até agora, não aceitou incluí-la no acordo.
Exames médicos são ponto crucial
Outro item não negociável para o Corinthians é a realização de exames médicos antes da assinatura. A exigência é vista como indispensável pela cúpula do clube. A medida reflete também a pressão de aliados de Stabile, preocupados com a condição física do atleta.
Memphis ficou afastado por lesão entre março e maio e até a Copa do Mundo foi disputada com limitações. Pessoas próximas ao jogador, no entanto, afirmam que ele não teme os check-ups. Após um breve período de férias, o atacante já iniciou um trabalho físico individual.
Os treinamentos estão sendo feitos com o preparador Diego Pereira, que já trabalhou com ele no clube. A principal preocupação do atleta, segundo sua equipe, é a falta de ritmo de jogo. Esse condicionamento só será recuperado plenamente com atividades coletivas ao lado do elenco.
Objetivos claros para a temporada
Fisicamente, Memphis acredita estar apto para atuar por alguns minutos já no próximo jogo. O objetivo imediato, porém, é estar em plenas condições para os duelos decisivos da Libertadores. Os confrontos contra o Rosario Central estão marcados para meados de agosto.
Nos bastidores do Parque São Jorge, a avaliação é que a renovação ainda tem boas chances de acontecer. Contudo, envolvidos na negociação não descartam a possibilidade de novos impasses. A situação também é cercada por uma disputa de narrativas interna.
O presidente Osmar Stabile enfrenta pressões de diferentes setores do clube. De um lado, há um apoio popular expressivo, principalmente da torcida organizada, pela permanência do jogador. De outro, existe um desgaste político que pode impactar seus planos futuros.
Dívida antiga facilita o entendimento
Um fator que pesa a favor do acordo é a dívida de cerca de R$ 42 milhões que o Corinthians tem com Memphis. Internamente, esse passivo é visto como um trunfo para manter as negociações vivas. Caso o contrato não seja renovado, essa pendência pode ser executada judicialmente.
Com multas, juros e correções, o valor total da dívida pode chegar a aproximadamente R$ 80 milhões. Memphis já se mostrou disposto a manter o valor fixado nos R$ 42 milhões originais. O pagamento seria feito em parcelas entre fevereiro de 2027 e julho de 2028.
Esse período coincidiria com o fim do novo vínculo contratual em discussão. A solução financeira parece ser um caminho viável para ambas as partes. Enquanto isso, a torcida aguarda ansiosa por uma definição que traga o craque de volta aos gramados.
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