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Jovem estrela do Jiu Jitsu, multicampeão divide sua rotina entre lutas e aulas para crianças

Imagine um adolescente de dezesseis anos que já coleciona títulos de campeonatos internacionais. Parece cena de filme, mas é a realidade de Raí Bertolazo. Ele é o atual líder do ranking mundial da IBJJF na faixa azul juvenil. Apesar da pouca idade, sua rotina mistura treinos pesados com aulas para crianças. O jovem já conquistou os principais torneios do planeta em 2026.

Ele venceu o Europeu, o Pan-Americano, o Brasileiro e o Mundial. Todos esses feitos aconteceram na categoria leve da faixa azul. Esse é um feito raro para qualquer atleta, ainda mais para alguém com dezesseis anos. A projeção no esporte é tão grande que muitos já veem nele uma futura lenda.

Sua história começou no Brasil, mas tomou um rumo internacional bem cedo. Aos treze anos, ele se mudou para os Estados Unidos. Atualmente, mora com uma família hospedeira na Califórnia. Seus pais ficaram em Orlando, a milhares de quilômetros de distância. A adaptação exigiu maturidade, mas abriu portas para treinar em centros de excelência.

Da dificuldade inicial ao topo do pódio

Raí conta que não era um prodígio natural quando começou. Ele enfrentou dificuldades comuns a muitos iniciantes no jiu-jítsu. A evolução veio com persistência nos treinos e apoio dos amigos. O ponto de virada em sua carreira aconteceu há três anos. Foi quando ele venceu o Pan-Americano na categoria infantil.

Essa conquista coincidiu com sua mudança para os Estados Unidos. O ambiente competitivo e a estrutura das academias americanas potencializaram seu talento. Hoje, ele treina na renomada AOJ Academy, na costa oeste. O local é conhecido por formar alguns dos melhores lutadores do mundo.

Mesmo com a agenda lotada de competições, ele não abandonou a paixão por ensinar. Na AOJ, ele é um dos professores das turmas infantis. Ver seus alunos evoluindo no tatame traz uma satisfação única. Recentemente, um de seus pupilos venceu um importante torneio em Los Angeles.

A dupla jornada de atleta e educador

Conciliar a vida de competidor de alto nível com a de professor exige disciplina. Raí faz homeschooling para manter os estudos em dia. Seus planos após terminar o ensino médio são focados totalmente no esporte. Ele deseja se aprofundar ainda mais nas técnicas e na filosofia do jiu-jítsu.

No futuro, ele nutre o sonho de gerir sua própria academia. A experiência atual ensinando crianças é um passo fundamental para isso. Ele acredita que a transmissão de conhecimento solidifica seu próprio aprendizado. Para ele, cada aula é uma troca onde todos saem ganhando.

Sua filosofia de ensino vai além das posições e finalizações. Ele preza pelo respeito ao adversário e por uma luta limpa. Evitar comemorações excessivas é uma de suas prioridades. O objetivo é mostrar um jiu-jítsu esteticamente bonito e didático para quem assiste.

Os planos para um futuro promissor

Muitos lutadores de jiu-jítsu migram para o MMA em busca de novos desafios. Raí, no entanto, mantém o foco total no esporte onde se destaca. Seu objetivo imediato é alcançar a faixa preta e disputar as maiores competições. A transição para as artes marciais mistas não está descartada, mas é um pensamento para o longo prazo.

Ele observa que a maioria dos atletas de elite do MMA tem mais de trinta anos. Por isso, acredita que há muito tempo para amadurecer essa decisão. Enquanto isso, sua inspiração direta vem do professor Guilherme Mendes. O multicampeão mundial é sua referência de jiu-jítsu técnico e eficiente.

Quando perguntado sobre sua finalização predileta, a resposta é rápida: a kimura. A chave de ombro é uma técnica clássica que ele domina com maestria. Ela simboliza a busca por um jiu-jítsu controlado e preciso. Cada vitória no tatame é um capítulo de uma história que mal começou.

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