A FIFA passa por uma turbulência intensa nos bastidores. O presidente da entidade, Gianni Infantino, busca apoio político para se manter no cargo após um grande desgaste. A situação ficou crítica depois que um ambicioso plano comercial da organização foi cancelado de forma repentina.
Infantino agendou uma conversa privada com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. O objetivo claro é conseguir o respaldo do governo do ex-presidente Donald Trump nesse momento delicado. Relatos indicam que o dirigente tentou contato direto com o próprio Trump por telefone, mas não obteve sucesso.
Desde o fracasso do projeto, o presidente da FIFA não fez nenhuma declaração pública. Fontes próximas à entidade revelam uma sensação de isolamento devido à cobertura negativa da mídia. A pressão interna e externa cresce a cada dia, criando um cenário de incerteza sem precedentes.
A polêmica do negócio secreto
O plano que desencadeou a crise envolvia a criação de uma nova subsidiária. A FIFA Forward Enterprise foi avaliada em impressionantes vinte bilhões de dólares. A ideia era vender pouco mais de vinte por cento dessa nova empresa por cerca de quatro bilhões.
O comprador seria um fundo de investimento ligado a uma figura próxima do ex-presidente americano. A Thrive Capital, do empresário Josh Kushner, era a candidata à aquisição. Kushner é irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump, o que adiciona um componente político à transação.
A revelação do acordo, feita pelo jornal The Times de Londres, pegou muitos dirigentes do futebol de surpresa. Eles souberam dos detalhes pela imprensa, e não por canais oficiais da FIFA. Essa falta de transparência gerou revolta imediata e desconfiança generalizada.
A reação em cadeia das confederações
A UEFA foi a primeira grande confederação a se posicionar de forma contundente. Em comunicado oficial, a entidade que rege o futebol europeu afirmou ter "perdido a confiança" em Gianni Infantino. Os termos usados foram duros, classificando o negócio como "sórdido, obscuro e clandestino".
A ameaça de boicote às competições organizadas pela FIFA foi colocada sobre a mesa. A UEFA não está sozinha nesse movimento, contando com o apoio de outras confederações continentais. A direção atual da FIFA, segundo a entidade europeia, perdeu a credibilidade perante "muitos outros membros da família do futebol".
Países europeus começam a se articular para uma retirada em massa do apoio à reeleição de Infantino. Antes da crise, ele contava com o endosso de cinquenta e dois dos cinquenta e cinco membros da UEFA. Agora, nações como País de Gales e Inglaterra já anunciaram publicamente que vão retirar seu apoio.
O desmonte do apoio político
A base de sustentação de Infantino, que parecia sólida, mostra rachaduras profundas. Mais de duzentos das duzentas e onze associações membros da FIFA haviam enviado cartas formais de apoio à sua gestão. Esse cenário, no entanto, mudou drasticamente após a polêmica.
O principal assessor do presidente da FIFA renunciou ao cargo pouco antes do anúncio do cancelamento do plano. A saída de um aliado chave em um momento tão crítico é mais um sinal da instabilidade. A movimentação por trás dos panos é intensa, com alianças sendo reavaliadas.
A conversa com autoridades americanas é vista como uma tentativa de criar um novo pilar de sustentação política. Sem o apoio firme das confederações continentais e com membros históricos se afastando, Infantino busca ancoragem em um poder externo ao esporte. O futuro de sua liderança agora depende de um jogo complexo que vai muito além das quatro linhas.
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