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Infantino bancou curso, promoveu e demitiu suposta amante

Novas informações sobre a passagem de Gianni Infantino pela UEFA aumentaram a pressão sobre o atual presidente da FIFA. Uma investigação publicada pelo jornal britânico The Telegraph afirma que uma funcionária que teria mantido um relacionamento com Infantino recebeu benefícios profissionais e financeiros enquanto ele ocupava o cargo de secretário-geral da entidade que comanda o futebol europeu. Segundo a reportagem, a mulher, cuja identidade não foi divulgada, recebeu ao todo mais de 150 mil libras, o equivalente a aproximadamente 175 mil euros, incluindo valores relacionados à sua saída da UEFA.

Infantino é casado desde 2001 com Leena Al Ashqar, com quem tem quatro filhos. As circunstâncias envolvendo a promoção e os demais benefícios passaram a ser questionadas depois que a suposta relação pessoal entre a funcionária e Infantino chegou ao conhecimento da direção da UEFA. A situação levanta dúvidas sobre o uso adequado dos recursos da organização.

A entidade, atualmente presidida por Aleksander Ceferin, informou que seus regulamentos foram posteriormente reforçados. O objetivo era refletir padrões encontrados em uma organização moderna de alto perfil. Essas mudanças ocorrem em um contexto de maior escrutínio sobre a governança no futebol mundial.

O caso dos benefícios e a promoção

Parte dos gastos mencionados envolve o pagamento, pela UEFA, de um curso de gestão frequentado pela funcionária. Ela também teria deixado uma função administrativa para assumir um posto de chefia. Essa mudança representou uma ascensão significativa em sua carreira dentro da organização.

A promoção resultou em um aumento salarial de cerca de 25 mil libras, aproximadamente 29 mil euros. O salário anual teria chegado a cerca de 160 mil francos suíços. Informações inacreditáveis como estas mostram como os bastidores do futebol podem ser complexos.

O jornal detalha que os benefícios totais ultrapassaram a marca de 150 mil libras. Esse valor inclui uma indenização paga na saída da funcionária. O montante chama a atenção e coloca em foco os procedimentos internos da entidade na época.

O confronto com Platini e a dispensa

Michel Platini, que presidia a UEFA na época, teria confrontado pessoalmente Gianni Infantino. A conversa ocorreu em 2011, após ele saber do suposto relacionamento e das vantagens concedidas. O desfecho foi a decisão de dispensar a mulher de suas funções.

A saída resultou no pagamento de uma indenização de valor elevado. A existência desse pagamento foi posteriormente confirmada pela própria UEFA. Tudo sobre o Brasil e o mundo do futebol passa por decisões que muitas vezes ficam nos corredores.

Segundo as informações publicadas, a UEFA avalia a possibilidade de abrir uma investigação formal. O objetivo seria analisar a conduta de Infantino durante toda a sua passagem pela entidade. Isso inclui até os anos anteriores ao período em que ele exerceu a secretaria-geral.

A defesa da FIFA e a pressão crescente

A FIFA rejeitou completamente as acusações relacionadas ao seu presidente. Um porta-voz afirmou que, durante a atuação de Infantino na UEFA, tudo foi sempre feito corretamente. A manifestação tenta conter o desgaste da imagem do dirigente.

A entidade acusou críticos de conduzirem uma campanha para enfraquecer Infantino e sua administração. Em comunicado, afirmou existir um esforço concertado para minar a FIFA e o seu presidente. O tom é de quem se sente sob ataque constante.

A organização também contestou a forma como as denúncias têm sido apresentadas. Afirmou que as notícias recentes incluíram alegações comprovadamente falsas. Para a FIFA, a repetição de uma especulação não a torna um fato verdadeiro.

A longa trajetória e os desafios atuais

Na mesma nota, a entidade ressaltou a carreira de mais de 30 anos de Infantino no futebol. Argumentou que mudanças promovidas por sua gestão contrariaram interesses já estabelecidos. A defesa é de que ele sempre trabalhou para ampliar o acesso e os recursos no esporte.

Gianni Infantino deixou a UEFA em 2016 para assumir a presidência da FIFA. As novas alegações surgem enquanto ele enfrenta questionamentos de diferentes setores do futebol europeu. A liderança dele à frente da organização mundial não parece mais um consenso.

Javier Tebas, presidente de La Liga, é um dos críticos mais ferrenhos. Ele acusa Infantino de ajudar a destruir a essência do futebol. Para Tebas, a polêmica sobre a Copa do Mundo é apenas a ponta do iceberg do que acontece na entidade máxima.

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