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Flordelis terá que indenizar família de Anderson do Carmo por danos morais após condenação judicial

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu que a ex-deputada Flordelis deve indenizar o pai e a irmã do pastor Anderson do Carmo. O pedido partiu dos familiares após a condenação criminal dela pelo assassinato do marido. Agora, a esfera civil confirmou o direito deles a uma reparação financeira pelos danos morais sofridos.

O juiz Marco Antonio Novaes de Abreu, da 3ª Vara Cível de Bangu, fixou o valor em cem mil reais para cada um. A quantia será corrigida monetariamente e terá juros acrescidos desde a data da decisão. Além disso, Flordelis também arcará com as custas do processo e os honorários dos advogados da família.

A tia e madrinha do pastor, Nádia Henrique, não teve o pedido de indenização aceito. A Justiça entendeu que, para parentescos desse tipo, o dano moral não é automático. Segundo a sentença, não ficou comprovado um vínculo afetivo extraordinário nem o sofrimento psicológico específico que ela alegou.

O caminho até a condenação civil

A ação foi movida em 2021 pelo pai, pela irmã e pela tia de Anderson. Na petição inicial, eles pediam indenizações de valores diferentes, somando centenas de milhares de reais. Também solicitaram medidas cautelares para garantir que qualquer condenação futura pudesse ser efetivamente paga.

A decisão civil veio após o trânsito em julgado da condenação criminal. O juiz destacou que a responsabilidade de Flordelis pelo homicídio já estava devidamente reconhecida. Restava apenas definir a reparação financeira devida aos familiares diretos que comprovaram o sofrimento.

O caso ilustra como processos criminais e cíveis podem correr em paralelo. Enquanto um define a pena de prisão, o outro busca compensar as vítimas ou seus familiares. A condenação no júri foi um elemento fundamental para embasar o pedido de indenização por danos morais.

O crime e a pena de prisão

Flordelis está presa desde 2021 no Presídio Talavera Bruce, em Bangu. Ela cumpre pena por ter sido condenada como mandante do assassinato do marido. Anderson do Carmo foi executado a tiros na garagem da casa da família, em Niterói, no ano de 2019.

Em 2022, o Tribunal do Júri a condenou a mais de cinquenta anos de prisão. O crime foi enquadrado como homicídio triplamente qualificado, considerando motivos fúteis, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e envolvimento de organização criminosa familiar. Ela sempre negou ter planejado o assassinato.

O caso teve enorme repercussão nacional por envolver uma figura pública da música gospel e a dinâmica familiar complexa. Vários filhos adotivos da ex-deputada foram envolvidos nas investigações. A história expôs uma trama que chocou o país e seguiu por anos na Justiça.

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