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Flávio terceiriza prestação de contas de Dark Horse, e repasse de fundo dos EUA segue sem detalhes

O assunto gira em torno do filme Dark Horse e das promessas de transparência que surgiram da frente do presidente em carreira política brasileira. No início do mês, o senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL, declarou que faria a prestação de contas pública sobre a conta do longa metragem. A comunidade esperava ver um balanço completo, com todos os gastos do projeto, mas a situação ficou mais complicada quando surgiram informações sobre o financiamento. Essa expectativa estava alimentada por declarações anteriores em que o político mencionava que já havia preparado documentos para a sociedade. Os advogados do senador afirmaram que o fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos, opera sob regras de sigilo que dificultam a verificação desses movimentações, o que aumenta a cautela de quem monitora os gastos políticos.

Mas, na prática, o que aconteceu foi bastante diferente de como se imaginava. O financiamento do cinema veio de um fundo americano chamado Havengate, que recebia recursos de bancos privados e de um advogado ligado à família do ex-presidente. Alguns documentos vazados mostram que o próprio senador pediu dinheiro para apoiar seu pai no passado, usando o nome do fundo como fachada. Em resposta, o parlamentar reiterou que o financeiro precisaria organizar toda a documentação e apresentá-la às autoridades em até trinta dias, sob pena de responsabilização legal. O caso trouxe à tona o fato de que grandes somas poderiam estar fluindo sem acompanhamento adequado.

Dentro do caso, a produtora Go Up Entertainment foi responsável por contratar o filme e prometer fornecer um relatório de transparência. Contudo, a campanha do senador argumentou que a obrigação de divulgar o balanço recaiu sobre a empresa e não sobre ele pessoalmente. Para cumprir essa exigência, as autoridades solicitaram que contas completas fossem entregues em até trinta dias, seguindo as normas do processo parlamentar em andamento. Os advogados do senador afirmaram que o fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos, opera sob regras de sigilo que dificultam a verificação dessas movimentações, o que aumenta a cautela de quem monitora os gastos políticos.

A investigação começou quando o portal The Intercept divulgou trocas de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono da empresa Entre Investimentos. As comunicações mostravam que o senador pedia fundos para bancar o longa, argumentando que a ajuda vinha de um fundo privado e não de verbas públicas. Em resposta, o parlamentar reiterou que o financeiro precisaria organizar toda a documentação e apresentá-la às autoridades em até trinta dias, sob pena de responsabilização legal. O caso trouxe à tona o fato de que grandes somas poderiam estar fluindo sem acompanhamento adequado.

Apesar da pressão, a Go Up Entertainment afirmou que já enviou suas contas para a Polícia Civil paulista durante um inquérito interno da cidade. O laudo produzido por uma perícia privada, contratada pela defesa de Karina Ferreira da Gama, indicou que o filme custou cerca de setenta e cinco milhões de reais. Esses valores representam o total do investimento privado. Segundo essa avaliação, não houve uso de verbas públicas, nem de emendas parlamentares, nem da Lei Rouanet. A campanha do senador utilizou esse laudo para mostrar que o processo seguiu todas as etapas corretas.

Simultaneamente, o Supremo Tribunal Federal, através do ministro Flávio Dino, deu aviso de que a polícia federal poderia acessar provas recolhidas pela Polícia Civil de São Paulo. Isso permite que a fiscalização continue além das limitações locais. O STF entendeu que a questão envolve questões de responsabilidade financeira e transparência, portanto solicitou que todas as evidências pertinentes fossem juntadas. Enquanto isso, o caso continua quente nos debates legislativos, com propostas de auditoria e de controle mais rígido sobre financiamentos de obras artísticas e culturais. Todos os envolvidos aguardam o desdobramento dos exames e as próximas decisões judiciais.

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