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De volta em ‘Jogada de Risco’, Marcos Frota agora mira novelas: ‘Louco para me chamarem’

Você conhece o Marcos Frota como aquele ator de coração bom, sempre fazendo o mocinho nas novelas. Dessa vez, porém, a história é diferente. Na série “Jogada de Risco”, do Globoplay, ele abraça um personagem complexo e desafiador. Frota vive Valdemar, um pai considerado tóxico e fonte das maiores frustrações do filho, vivido por Cauã Reymond.

Apesar dos erros evidentes do personagem, o ator faz uma defesa surpreendente. Ele garante que não há maldade pura no coração de Valdemar. Frota revela que trabalhou nos bastidores para suavizar a relação conflituosa entre pai e filho na trama. O objetivo era mostrar um homem falho, mas movido por um amor verdadeiro, ainda que desastrado.

Para o ator, foi uma experiência reveladora interpretar alguém assim. Ele encontrou beleza em explorar a figura de um perdedor, alguém que fez escolhas ruins na vida. Frota acredita que Valdemar fez, dentro de suas limitações, o melhor que podia. Essa camada humana torna o personagem muito mais interessante do que um simples vilão.

Um retorno marcado pelo futebol e pela emoção

O universo da série, que gira em torno do futebol, toca em uma paixão antiga do ator. Antes da fama, Marcos Frota jogou nas categorias de base de times como Palmeiras e Santos. O sonho de ser atleta profissional foi interrompido pela dificuldade em conciliar treinos e estudos. No entanto, ele nunca deixou a bola completamente de lado.

A paixão pelo esporte encontrou um novo caminho quando ele começou no teatro. Um conselho de um colega de profissão foi crucial: levar para o palco a mesma alegria que sentia em campo. Essa lição moldou sua interpretação em vários papéis, mostrando como a vida real alimenta a arte. O futebol, portanto, sempre esteve presente em sua trajetória, mesmo que de formas diferentes.

Depois de uma década longe da TV, o retorno às gravações na Globo foi carregado de sentimentos. O ator se emocionou ao revisitar os estúdios e relembrar como tudo começou. Para ele, o momento de voltar não poderia ser mais oportuno. Frota elogia a nova geração de atores e acredita que a televisão vive um ciclo renovado e cheio de possibilidades.

O desejo por personagens profundos e a força da dramaturgia

Longe das câmeras, Marcos Frota se assume um noveleiro de carteirinha. Ele tem orgulho da teledramaturgia brasileira e defende seu potencial para o mundo todo. Na sua visão, nossas histórias têm uma força única e merecem ser exportadas. Essa convicção vai ao encontro de seu desejo atual como artista.

Questionado sobre um possível retorno às novelas, sua resposta é um sonoro sim. Aos 70 anos, ele se sente revigorado e pronto para novos desafios. Frota não busca mais os papéis de herói simples, mas sim personagens cheios de camadas e conflitos. Ele quer histórias que provoquem reflexão no público, mergulhando em tramas mais densas.

O ator cita colegas como Tony Ramos como referência de entrega total a um papel. Esse nível de profundidade é o que ele almeja para si nesta fase. Frota está aberto e ansioso por convites que o desafiem dessa forma. Sua carreira, iniciada no futebol e consagrada na dramaturgia, agora busca um novo capítulo de maturidade artística.

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