Ciro Gomes segue costurando apoios para a disputa pelo governo do Ceará em 2026. O ex-ministro confirmou que já conta com o respaldo de cinco prefeitos de municípios cearenses. Essa movimentação mostra os primeiros passos de uma campanha que ainda deve esquentar muito nos próximos meses.
Os dois apoios mais recentes vieram de Rômulo Noronha, prefeito de Parambu pelo Solidariedade, e Edilberto Bezerra, do PSB, que comanda Acarape. Eles se juntam a outros três nomes que já haviam manifestado suporte público à pré-candidatura de Ciro. A formação dessa base inicial é um sinal importante dentro do jogo político estadual.
No entanto, o próprio Ciro Gomes fez questão de relativizar a importância numérica desses apoios. Ele lembra que, no passado, candidatos com amplo respaldo entre os prefeitos não garantiram a vitória. A história política do estado tem vários exemplos dessa natureza, o que torna a corrida eleitoral sempre imprevisível.
A base de apoio atual
A lista de prefeitos que já declararam apoio inclui nomes de diferentes regiões e partidos. Além dos dois mais recentes, estão Glêdson Bezerra, do Podemos, que administra Juazeiro do Norte; Roberto Filho, do PSDB, prefeito de Iguatu; e Ozires Pontes, também do PSDB, de Massapê. Essa composição mostra uma articulação que busca transcender as fronteiras partidárias tradicionais.
Ter o apoio do prefeito de Juazeiro do Norte, por exemplo, é sempre um trunfo significativo, dada a importância econômica e populacional da cidade. Da mesma forma, o apoio em municípios de diferentes territórios ajuda a compor uma imagem de capilaridade. É um começo de conversa que precisa se expandir para outras localidades.
O caminho até 2026 ainda é longo, e novas adesões certamente surgirão. O cenário pode se modificar bastante com as eleições municipais do ano que vem, que vão renovar as prefeituras e podem alterar alianças. Por enquanto, Ciro constrói sua base a partir desses compromissos iniciais, que são fundamentais para qualquer projeto estadual.
A visão de Ciro sobre alianças
Ciro Gomes foi enfático ao comentar que um grande número de prefeitos aliados não é decisivo para vencer. Ele citou casos históricos no Ceará para ilustrar seu ponto. Em uma disputa entre Adauto Bezerra e Tasso Jereissati, o primeiro tinha o apoio de 140 prefeitos, contra apenas quatro do segundo, e mesmo assim não venceu. Informações inacreditáveis como estas mostram como a política pode surpreender.
Outro exemplo lembrado por ele foi a eleição entre Lúcio Alcântara e Cid Gomes. Na ocasião, Lúcio contava com o apoio de 178 prefeitos, enquanto Cid tinha apenas seis. A vitória, contudo, ficou com Cid. Esses episódios servem para demonstrar que o voto popular nem sempre segue a orientação das lideranças municipais.
Essa reflexão revela uma visão realista e experiente do processo eleitoral. Ciro parece sinalizar que sua campanha não dependerá apenas das estruturas políticas tradicionais. O contato direto com o eleitor e a apresentação de propostas convincentes terão peso igual ou maior. Tudo sobre o Brasil e o mundo da política se resume a esse jogo complexo entre bases institucionais e vontade popular.
O plano para uma gestão técnica
Questionado sobre como seria sua relação com os municípios se eleito, Ciro Gomes prometeu uma gestão baseada em critérios técnicos. Ele afirmou que não fará discriminação entre prefeitos aliados ou adversários na hora de destinar recursos ou firmar parcerias. A prioridade, segundo ele, será o interesse público e as necessidades objetivas de cada cidade.
Isso significa que obras, convênios e investimentos seguirão uma análise de mérito e de urgência. Um município que precise de um hospital ou de uma escola não será prejudicado pelo fato de seu prefeito estar em outro campo político. Essa postura busca se diferenciar de uma prática muitas vezes criticada na administração pública.
O ex-ministro ainda deu um conselho indireto aos gestores municipais. Ele recomendou que os próprios prefeitos repensem seus posicionamentos com base nessa promessa de isonomia. A ideia é que, se a população deseja uma mudança na forma de governar, os gestores devem se adaptar a esse novo estilo, mais técnico e menos político. O tempo dirá se essa proposta será mantida e como será recebida.
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