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Argentina despacha Inglaterra e faz final da Copa do Mundo contra Espanha

Mais uma vez, a Argentina deu um show de personalidade e virou um jogo decisivo nos minutos finais. Nesta quarta-feira, em Atlanta, a seleção albiceleste bateu a Inglaterra por 2 a 1 e garantiu vaga na grande final da Copa do Mundo. No domingo, eles encaram a Espanha em Nova Jersey, em busca do título mundial de 2026. A equipe inglesa, que sonhava acabar com um jejum de seis décadas, agora disputa apenas o terceiro lugar contra a França.

O duelo carregou todo o peso da histórica rivalidade entre as duas nações desde o primeiro apito. As entradas foram fortes e o clima ficou pesado em campo, com a arbitragem optando por não exibir cartões no início. A partida nasceu travada, com mais tensão do que futebol de qualidade criando poucas chances claras de gol. O primeiro tempo acabou sem grandes emoções, deixando toda a carga dramática reservada para os 45 minutos finais.

A etapa decisiva começou com a Argentina pressionando e criando duas boas oportunidades, ambas contidas pelo goleiro Jordan Pickford. Aos dez minutos, porém, foi a Inglaterra quem abriu o placar. Após uma saída de bola, Harry Kane tentou um lançamento, a defesa argentina cortou, mas a sobra ficou com Jude Bellingham. Ele achou Morgan Rogers na direita, que cruzou rasteiro para Anthony Gordon completar de primeira, furando a retaguarda adversária.

O gol da Inglaterra mudou completamente a dinâmica do jogo. Os ingleses, com a vantagem no placar, recuaram e adotaram uma postura mais defensiva. A Argentina, pressionada pela desvantagem, partiu para o ataque com tudo e sem medo. A equipe de Lionel Scaloni passou a dominar completamente as ações, encurralando os ingleses em seu próprio campo e criando uma sequência perigosa de chances.

A pressão se traduziu em lances de claro perigo. Pickford fez uma defesa milagrosa em cabeçada de Nico González, de dentro da pequena área. Na sequência, Alexis Mac Allister acertou a trave com uma finalização por cobertura. O cerco era total e o empate parecia uma questão de tempo. Aos 40 minutos, após mais uma defesa de Pickford, o escanteio foi cobrado. Enzo Fernández recebeu na entrada da área e chutou com força para igualar o marcador.

Com o empate, a Inglaterra tentou se reorganizar, mas nunca conseguiu sair da sufocante pressão argentina. A equipe de Scaloni manteve a intensidade alta e continuou buscando o gol da virada. Mac Allister voltou a ser protagonista, acertando a trave pela segunda vez na partida. Aos 46 minutos, a virada finalmente veio. Lionel Messi cruzou da direita e Lautaro Martínez apareceu sozinho para cabecear com precisão, decidindo o jogo.

Sem reação física ou tática, a Inglaterra assistiu à vitória escapar. O sonho de chegar a uma final mundial após 60 anos acabou ali, em Atlanta. Para a Argentina, é a segunda final consecutiva e a terceira em quatro edições do torneio. Após o apito final, os jogadores argentinos levaram para o gramado uma faixa das arquibancadas com os dizeres “As Malvinas são argentinas”, em clara referência ao passado conflito entre os dois países.

Agora, a final promete um duelo de estilos absolutamente opostos. A Argentina chega à decisão com o melhor ataque da competição, tendo marcado 19 gols até aqui. A campanha foi marcada por superação e jogos eletrizantes, sempre com muita personalidade. Do outro lado, a Espanha apresenta a defesa mais sólida do mundial, tendo sofrido apenas um gol em toda a sua trajetória. O embate entre a força ofensiva argentina e a organização defensiva espanhola define o campeão no domingo.

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