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Após revelação de 54 contratos públicos sem licitação, Mendonça deixa instituto que criou

Recentemente, surgiram novos dados sobre contratos feitos sem licitação por órgãos públicos, envolvendo o Instituto Iter, um grupo que conta com o ministro André Mendonça entre seus sócios. A revelação veio numa reportagem recente, que trazia à tona uma série de casos suspeitos que precisam ser profundamente examinados. Os investigadores apontaram claramente que o ente perdeu mais de dez milhões de reais nas últimas atividades, o que levanta sérias dúvidas sobre a transparência das compras públicas. Essa situação reforça a necessidade de vigilância nas compras estatais e de ações corretivas imediatas.

O Instituto Iter foi fundado em 2024 e rapidamente começou a albergar contratos que não passaram por processo competitivo. Ao longo do exercício de novembro de 2023, foram registrados mais de dez milhões de reais em adiantamentos para órgãos públicos, segundo a análise da mídia. Quase todas essas transações foram realizadas mediante o mecanismo de inexigibilidade, previsto em lei quando a concorrência entre fornecedores se mostra impossível. Isso significa que o governo pagou sem selecionar melhor provedor, o que gera desvantagens de custo e risco para a administração.

O ministro decidiu abandonar a sociedade do Iter, cedindo todas as suas cotas e até mesmo a participação de sua esposa, sem receber qualquer compensação financeira. As ações permanecerão integralmente destinadas a fins sociais e educacionais, conforme prometido no início do ano. A decisão foi tom

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