Dois dias antes de morrer na prisão, Jeffrey Epstein assinou seu testamento. O documento, divulgado agora, revela como ele pretendia distribuir uma fortuna de quase 300 milhões de dólares. A maior parte dos bens estava destinada à sua companheira de longa data.
O magnata, condenado por tráfico sexual de menores, planejava deixar tudo para Karyna Shuliak. Ela é uma modelo bielorrussa que manteve um relacionamento com Epstein por cerca de uma década. O patrimônio incluía propriedades em vários países e uma ilha particular.
Entre os beneficiários, estava também Ghislaine Maxwell, sua cúmplice. Ela, que hoje cumpre pena de vinte anos, receberia cerca de dez milhões de dólares. Valores idênticos seriam destinados ao irmão de Epstein e a um de seus pilotos particulares.
Os bens deixados para a namorada
A herança de Karyna Shuliak era extensa e valiosa. Epstein a nomeou como única herdeira de toda a sua fortuna em dinheiro e ações. Além disso, ela herdaria a famosa ilha Little Saint James, palco das festas do criminoso.
A lista de imóveis também incluía o rancho Zorro, no Novo México, e apartamentos em Paris e na Flórida. Um anel de diamante de trinta e três quilates completava o conjunto de bens. O testamento foi validado pelo advogado do magnata dias após sua morte.
Registros carcerários mostram que Shuliak foi a última pessoa a falar com Epstein por telefone. Ela também o visitou na prisão onze dias antes do ocorrido. Esses detalhes reforçam a proximidade entre os dois até os momentos finais.
A enxurrada de documentos divulgados
Recentemente, o Departamento de Justiça americano tornou públicos milhões de páginas. São relatórios, e-mails e vídeos dos arquivos de Epstein. A divulgação atende a uma lei que exige transparência total sobre o caso.
O material traz novos detalhes sobre a vida do criminoso atrás das grades. Há um relatório psicológico e informações sobre as circunstâncias de sua morte. Os papéis também detalham a investigação que levou à condenação de Ghislaine Maxwell.
Muitos documentos são antigos, com mais de dez anos. Eles revelam a extensa rede de contatos que Epstein cultivava. A troca de mensagens com figuras públicas e poderosas é um dos pontos centrais dessa nova leva de informações.
As menções a Donald Trump
O nome do ex-presidente Donald Trump surge em vários momentos nos arquivos. Epstein e Trump foram amigos públicos por um período, frequentando os mesmos círculos sociais. O republicano, porém, afirma que cortou laços há muitos anos.
Uma das listas compiladas pelo FBI reúne alegações recebidas por uma linha direta. Essas denúncias envolvem Trump, Epstein e outras pessoas, citando supostos abusos sexuais. As acusações, no entanto, parecem não ter sido verificadas ou comprovadas.
A aparição do nome em meio a tantos documentos gera inevitável repercussão. É importante notar que a simples menção não implica veracidade ou reconhecimento legal dos fatos. O contexto dessas citações ainda está sendo analisado.
O legado de um caso complexo
A divulgação do testamento e dos documentos fecha um capítulo, mas deixa perguntas. A fortuna de Epstein, construída em meio a atividades criminosas, agora segue seu curso legal. O destino dos bens será definido pela justiça.
Para as vítimas, o valor real está na possibilidade de maior clareza sobre os fatos. Cada nova página divulgada ajuda a montar o quebra-cabeça de uma rede de poder e abuso. A transparência é um passo necessário, ainda que tardio.
O caso Epstein continua a revelar como a influência e o dinheiro podem operar nas sombras. A história serve como um registro obscuro de um período que ainda exige justiça e reflexão. Seu desfecho legal e histórico ainda está por ser completamente escrito.
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