O Brasil recebeu um convite inesperado nos últimos dias, que está sendo analisado com muita cautela nos corredores do Planalto. Donald Trump, candidato à presidência dos Estados Unidos, convidou o país para integrar um novo conselho global idealizado por ele. A proposta, no entanto, parece estar longe de ser aceita pelo governo Lula.
Fontes internas indicam que a recomendação que chegará ao presidente é para que o Brasil ignore o chamado. A ideia de Trump é criar uma organização chamada Conselho da Paz, que funcionaria como uma espécie de substituta para a ONU. A iniciativa, porém, carrega uma série de condições consideradas problemáticas.
Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. O projeto desenhado por Trump concentraria um poder absoluto em suas próprias mãos. Todas as decisões importantes precisariam do aval direto dele, que teria poder de veto único. Na prática, seria um passo atrás em relação ao sistema atual.
Como funcionaria o conselho proposto
Para fazer parte do grupo como membro permanente, haveria um preço literalmente bilionário. Cada nação interessada precisaria desembolsar a quantia de um bilhão de dólares. Esse critério financeiro cria imediatamente duas categorias de países: os que podem pagar e os que não podem.
A estrutura acabaria com a ideia de multilateralismo, onde diversas vozes têm peso nas decisões internacionais. No novo modelo, uma única pessoa comandaria os rumos do órgão. Isso representa um risco concreto de aumentar as desigualdades entre nações ricas e pobres.
O sistema atual da ONU, com todos seus defeitos, ao menos distribui o poder de veto entre cinco nações. A proposta em análise criaria um mecanismo ainda mais centralizado e excludente. A autoridade total ficaria nas mãos do fundador, sem contrapesos claros.
As reações pelo mundo e a posição do Brasil
Enquanto o Brasil estuda a proposta com reticência, outros países já começaram a se posicionar. O presidente da Argentina, Javier Milei, foi rápido em anunciar que aceitará o convite de Trump. A maioria dos governos, contudo, mantém um silêncio estratégico sobre o assunto.
Para a diplomacia brasileira, há preocupações que vão além do custo e da centralização de poder. Existe uma avaliação de que o conselho poderia ser usado para interferir em qualquer região do mundo. Isso ameaçaria a estabilidade e os interesses do Brasil na América do Sul.
Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira. A estratégia considerada mais provável é a do silêncio. O governo pode simplesmente não dar uma resposta formal, deixando a proposta perder força por si só no cenário internacional. É uma maneira de declinar sem criar um atrito diplomático direto.
Os motivos por trás da cautela
O Brasil é um defensor histórico de um sistema internacional com mais vozes, não menos. A ideia de um clube seletivo baseado na capacidade de pagar vai contra esse princípio. O país busca um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU justamente para democratizar as relações globais.
Outro ponto sensível é a segurança regional. Um conselho com poder de ação unilateral, nas mãos de uma figura volátil, introduz muitas incertezas. A política externa brasileira valoriza a estabilidade e a solução pacífica de controvérsias entre vizinhos.
Por fim, há uma questão de oportunidade. Envolver-se em um projeto tão personalista e com bases frágeis traz mais riscos do que benefícios. O momento pede prudência e a defesa de instituições multilaterais já estabelecidas, mesmo que imperfeitas. O silêncio, nesse caso, pode ser a resposta mais eloquente.
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