Você sempre atualizado

BC aponta fundos do caso Master ligados a operação do PCC

Uma investigação do Banco Central que levou ao fim do Banco Master revelou seis fundos de investimento no centro de um suposto esquema fraudulento. Os fundos são administrados pela gestora Reag, que tem uma longa parceria com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master e atualmente preso. As mesmas operações desses fundos também são alvo de apurações sobre a infiltração do crime organizado na economia formal.

Os nomes dos fundos são Astralo 95, Reag Growth 95, Hans 95, Olaf 95, Maia 95 e Anna. Juntos, eles movimentam um patrimônio impressionante, de mais de R$ 102 bilhões, segundo dados oficiais. Essa teia financeira foi detalhada em uma denúncia do BC ao Ministério Público Federal no último mês de novembro.

A conexão com o crime organizado aparece em outra grande operação, a Carbono Oculto, da Receita Federal. Ela investiga a atuação do PCC em setores como combustíveis e finanças. Durante as buscas, a sede da Reag também foi vasculhada. A gestora, na ocasião, afirmou que colaborava com as autoridades.

O mecanismo da suposta fraude

Investigadores descrevem uma verdadeira ciranda financeira. O Banco Master teria concedido empréstimos a empresas que, na prática, faziam parte do esquema. O dinheiro seguia para os fundos da Reag, que compravam ativos de baixo valor por preços superfaturados.

Esses ativos, como títulos ou cotas, eram então negociados entre os próprios fundos da rede. Em alguns casos, havia mais de uma venda no mesmo dia. A manobra criava uma aparência falsa de valor, inflando artificialmente o patrimônio dos fundos.

A suspeita é que os fundos estavam em nome de laranjas ligados a Vorcaro. O objetivo final seria lavar dinheiro. A denúncia estima que pelo menos R$ 11,5 bilhões tenham sido reciclados por esse mecanismo. Parte do dinheiro vinha de CDBs vendidos a clientes do próprio Banco Master.

Conexões e falhas no sistema

Os problemas não paravam nos seis fundos. Relatórios do BC apontam falhas graves em operações de outros dois fundos, também estruturados em parceria entre o Master e a Reag. As investigações mostram como a rede era ampla e complexa.

O rastro do dinheiro leva a bens pessoais e empresariais de Daniel Vorcaro. A lista inclui imóveis, títulos de dívida da Reag e até uma participação indireta no Clube Atlético Mineiro. Para as autoridades, isso reforça a tese de uma estrutura sofisticada para esconder a origem de recursos.

Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec. O caso expõe como brechas no sistema podem ser exploradas, misturando instituições formais com operações obscuras. A investigação continua, buscando desvendar todos os elos dessa corrente. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.