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Pai mata filhas no Dia dos Pais após ameaçar ex: “Não vai vê-las”

Uma notícia triste e chocante tomou conta da Zona Sul de São Paulo no último domingo, Dia dos Pais. Um crime brutal tirou a vida de duas meninas, de apenas 3 e 5 anos. O caso revela um drama familiar marcado por ameaças e violência, um alerta sombrio sobre os perigos da relação tóxica após uma separação.

O pai das crianças, Breno de Souza Castro, de 24 anos, foi quem confessou o crime à polícia. Ele compareceu ao distrito policial na Cidade Dutra e contou aos agentes onde estavam os corpos das filhas. A partir daquela confissão, a tragédia que a família já temia se confirmou de forma definitiva e aterrorizante.

As buscas começaram antes, impulsionadas por mensagens de ameaça. A confissão, porém, foi o ponto final. Policiais seguiram para a Rua Luiz Supertti, no Jardim Guanabara, e encontraram as duas irmãs dentro de um carro. O boletim de ocorrência aponta que elas foram asfixiadas. O Dia dos Pais, data simbólica para muitas famílias, ficou marcado por essa cena de horror.

O histórico de violência e ciúmes

A investigação mostra que a tragédia não foi um ato isolado. A motivação, segundo o registro policial, estaria em ciúmes da ex-companheira. A mãe das meninas deu um longo depoimento, descrevendo um relacionamento de oito anos que terminou em março. A separação veio após episódios graves de agressão e traição.

Essas agressões, no entanto, nunca tinham sido comunicadas às autoridades. O problema se intensificou após o rompimento. A mulher afirma que passou a ser alvo de perseguição e ameaças constantes do ex-companheiro. O medo era tanto que ela precisou criar um esquema para evitar qualquer encontro.

Para que as meninas visitassem a família paterna, a mãe as entregava diretamente à ex-sogra em um ponto combinado. Ela fazia isso para não cruzar com Breno, que morava no andar superior da casa da própria mãe. A estratégia era um claro sinal do temor que ela carregava.

As horas decisivas que antecederam o crime

No fim de semana da tragédia, as crianças estavam sob os cuidados da avó paterna. Breno buscou as filhas e disse que iria levá-las ao Museu do Ipiranga. A situação ainda parecia normal nesse momento. A preocupação explodiu quando a mãe publicou uma foto com amigas nas redes sociais.

Ela recebeu então uma mensagem direta e aterradora do ex-companheiro. Breno afirmou que ela não voltaria a ver as meninas. Com o passar das horas, a angústia dos familiares só aumentava. Eles começaram a tentar localizar Breno e as crianças sem sucesso.

Em um contato, uma familiar perguntou quando ele retornaria. A resposta foi seca e sinistra. Breno disse que ninguém mais veria as crianças. Ele também teria afirmado que mataria as filhas e depois cometeria suicídio. A mãe, desesperada, foi para a casa da ex-sogra e ficou lá a noite toda, aguardando notícias.

A confissão e a localização dos corpos

As buscas se estenderam pela madrugada, com parentes percorrendo locais possíveis. O desfecho veio apenas na manhã de domingo. Breno apareceu sozinho no 48º Distrito Policial e declarou, friamente, que havia assassinado as próprias filhas. A confissão direta levou os agentes ao endereço exato.

No Jardim Guanabara, a polícia encontrou o carro e as duas crianças já sem vida no interior do veículo. A cena foi suficiente para a prisão imediata em flagrante. Breno foi detido pelos crimes de homicídio e violência doméstica. O caso agora é de responsabilidade do 101º Distrito Policial, no Jardim das Imbuias.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo assumiu as investigações. O que resta é tentar entender como uma situação de violência doméstica tão clara evoluiu para um desfecho tão extremo. A história serve como um triste alerta sobre a necessidade de observar os sinais e buscar ajuda.

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