Uma criança de três anos foi encontrada morta na casa do pai, em Palmas, no Tocantins. O caso, que está sob investigação, chocou o país pelas circunstâncias reveladas. O laudo do IML apontou múltiplas agressões e violência sexual sofridas pelo menino, Gustavo Veloso Feitosa.
A Polícia Civil investiga a possível participação do pai, Igor Gustavo Veloso de Souza. A Secretaria de Segurança Pública do estado trata o caso como morte suspeita. Enquanto isso, a defesa da mãe, Sabrina Feitosa, pede a prisão preventiva do suspeito.
A advogada da família, Stella Bueno, confirmou que ele é tratado como principal suspeito. O pedido de prisão foi feito após a divulgação dos resultados periciais. O exame também não encontrou elementos que corroborassem a versão inicial de afogamento apresentada pelo pai.
Os detalhes da investigação
O pai compareceu à polícia para comunicar o óbito na tarde do ocorrido. Em seu relato, disse ter encontrado o filho sem vida pela manhã. Alegou que a demora para procurar as autoridades se deu por estar emocionalmente abalado.
Durante os primeiros levantamentos na casa, os investigadores identificaram elementos suspeitos. A ocorrência foi então reclassificada como morte suspeita. Familiares e testemunhas já prestaram depoimentos, e a perícia realizou todos os exames necessários.
A apuração agora tramita sob sigilo judicial. A Secretaria de Segurança Pública informou que não divulgará novos detalhes. O objetivo é não comprometer o andamento das diligências e o trabalho da Polícia Civil.
O contexto das visitas ao pai
A defesa da mãe precisou esclarecer um ponto importante. As visitas de Gustavo ao pai não eram uma decisão informal da família. O regime de convivência havia sido determinado pela Justiça, em um processo judicial.
Impedir esse contato poderia resultar em uma acusação grave contra Sabrina. Ela corria o risco de ser acusada de alienação parental e até de perder a guarda do filho. O posicionamento foi divulgado após questionamentos públicos direcionados à mãe.
A advogada pediu cautela e criticou narrativas que culpabilizam a mãe. Ela afirmou que, no momento oportuno, trará detalhes sobre um contexto de violência doméstica enfrentado por Sabrina. Registros anteriores mostravam a criança chorando e com resistência para ir até a casa paterna.
As versões em conflito
A versão inicial apresentada pelo pai era de um acidente. Igor Gustavo afirmou que a criança começou a se afogar na piscina no domingo. Disse que prestou socorro no local e depois a colocou para descansar. Na manhã seguinte, a encontrou sem sinais vitais.
O suspeito, que é advogado, alegou ter se apresentado espontaneamente à delegacia. Ele prestou depoimento, entregou as chaves da casa e foi liberado após ser ouvido. No entanto, o delegado responsável já havia dito que os primeiros indícios não sustentavam integralmente esse relato.
A Polícia Civil busca determinar com precisão as circunstâncias da morte. O objetivo é identificar todos os eventuais responsáveis. Gustavo foi velado e sepultado na última terça-feira, em meio a uma grande comoção. Sua mãe segue pedindo justiça pelo filho.
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