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Jornal inglês lista 50 cavadinhas históricas e cita Marta, Ceni, Djalminha e Pato

Você já parou para pensar em quanta história um simples pênalti pode carregar? Aquela cobrança decisiva que faz o coração parar, seja em uma final mundial ou em um clássico estadual, pode se tornar um marco eterno no futebol. Foi pensando nisso que um importante jornal inglês decidiu fazer um levantamento especial. Eles reuniram nada menos que 50 dos pênaltis mais marcantes de todos os tempos, uma verdadeira viagem pelas emoções do esporte.

A inspiração para essa lista veio de um momento histórico que mudou para sempre a maneira de bater uma penalidade máxima. Tudo começou na final da Eurocopa de 1976, em um duelo eletrizante entre Tchecoslováquia e Alemanha Ocidental. Na decisão por pênaltis, o tcheco Antonin Panenka teve uma ideia genial e, ao mesmo tempo, aterrorizante. Em vez de chutar com força, ele deu uma leve cavadinha, colocando a bola bem no centro do gol enquanto o goleiro mergulhava para um dos cantos.

Essa jogada ousada garantiu o título para seu país e entrou para a história. O movimento ficou tão famoso que, na Europa, até hoje um pênalti assim é chamado pelo seu nome: "Panenka". A lista do jornal é um tributo a essa coragem e reúne desde cobranças geniais até aquelas que as torcidas gostariam de apagar da memória. São momentos de pura genialidade ou de falha humana, mostrando que, na marca da cal, tudo pode acontecer.

Uma lista repleta de histórias e emoções

Entre os pênaltis históricos citados, estão alguns que todos os fãs de futebol conhecem. Zinedine Zidane, por exemplo, marcou seu nome na final da Copa do Mundo de 2006 com uma cavadinha impiedosa sobre o italiano Buffon. Do outro lado da moeda, há cobranças curiosas, como a de Diego Maradona em um simples treino do Napoli, onde o goleiro, indignado, foi atrás dele pelo campo depois de levar um drible psicológico.

A lista também celebra momentos de inteligência e frieza em situações de pressão extrema. Lembra do uruguaio "Loco" Abreu na Copa de 2010? Nas quartas de final contra Gana, ele decidiu a classificação com uma delicada "cavadinha" por cobertura, confundindo completamente o goleiro adversário. Já o inglês Gary Lineker não teve a mesma sorte contra o Brasil em 1992, quando viu o goleiro Carlos defender sua tentativa com tranquilidade.

O talento brasileiro em destaque

Naturalmente, o futebol brasileiro, com seu DNA ofensivo e criativo, tem vários representantes nessa seleção especial. A maior jogadora de todos os tempos, Marta, aparece duas vezes na relação. Uma delas foi em 2022, convertendo uma penalidade pelo Brasil em um amistoso contra a França. A outra foi ainda mais dramática, em 2025, pelo Orlando Pride, onde, após um primeiro chute na trave, ela insistiu na cavadinha no rebote e marcou.

A irreverência típica do nosso futebol também está presente. Djalminha, ainda no Guarani, em 1995, ousou dar um "caneta" no experiente goleiro Goycoechea, famoso justamente por ser um especialista em defender pênaltis. Mais recentemente, em 2025, o meia Tiaguinho, da seleção sub-17, trocou provocações com o goleiro paraguaio e finalizou com uma cavadinha baixa e bem colocada, garantindo a classificação.

Cobranças que ficaram na memória

Algumas histórias são lembradas não apenas pela técnica, mas pelo contexto dramático em que aconteceram. Rogério Ceni, o goleiro artilheiro, entrou na lista por uma cobrança na semifinal do Paulistão de 2013. Ele foi o primeiro a bater pelo São Paulo contra o Corinthians e chutou fraco, quase no meio. Cássio, pego de surpresa, não conseguiu chegar, mas no fim, foi o time alvinegro que passou de fase.

Já Alexandre Pato viveu o lado amargo da mesma moeda naquele ano. Nas quartas de final da Copa do Brasil, ele recuou demais a cobrança para o Grêmio, e o goleiro Dida a defendeu com facilidade. Aquele pênalti perdido significou a eliminação do Internacional em Porto Alegre. Outro caso de risco que não deu certo foi o de Maicosuel, em 2012, cuja cavadinha mal-executada custou a eliminação da Udinese na Champions League.

Esses momentos mostram que a coragem de tentar uma cavadinha vem com um preço. Quando dá certo, vira lenda e garante títulos. Quando falha, pode significar a eliminação e ficar marcado como um grande erro. É essa fina linha entre o genial e o desastroso que torna o pênalti, e principalmente a cavadinha, um dos lances mais fascinantes do futebol. A lista do jornal inglês é um bom lembrete de que, na pequena área, a audácia é sempre um espetáculo à parte.

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