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Record precisa de mais garra e ousadia na cobertura esportiva

A Record voltou com força ao mundo do futebol, e essa jogada parece ter dado certo. O retorno com o Campeonato Paulista e depois com o Brasileirão reposicionou o canal no mercado esportivo. Agora, a pergunta que fica é se a emissora vai continuar nesse caminho ou se vai manter apenas o que já conquistou.

Ficar de fora da Copa do Mundo foi uma oportunidade que passou batida. Um evento daquela grandeza não traz só prestígio. Ele fortalece a marca da emissora e abre portas comerciais importantes. Essa ausência, de fato, foi sentida. Mas o foco agora precisa ser o futuro.

Os direitos de transmissão da Copa do Brasil estão em jogo, e a Globo e o SBT já demonstraram interesse. A Record também foi convidada, mas sua decisão ainda não foi anunciada. Essa escolha, no entanto, não pode ser pensada apenas para um torneio. Ela precisa ser parte de uma estratégia maior e muito bem definida.

O jogo decisivo da Record

No mercado de transmissões esportivas, não existe meio-termo. Quem decide entrar na partida precisa ir com tudo, com um plano claro e consistente. Ficar em uma posição intermediária, com hesitação, nunca leva aos melhores resultados. É como diz o técnico Luxemburgo: o medo de perder tira a vontade de ganhar.

O esporte exige continuidade e uma estratégia de longo prazo. Para uma emissora, isso significa decidir se quer ser uma protagonista ou se contentar com um papel coadjuvante. A decisão sobre a Copa do Brasil será um grande indicador desse caminho. Ela vai mostrar a ambição real da Record nesse tabuleiro.

Essa movimentação é observada de perto pelo mercado. A audiência e os anunciantes notam quando uma emissora aposta com convicção. Portanto, a próxima jogada da Record precisa ser muito bem calculada. Ela definirá seu lugar no cenário das transmissões esportivas pelos próximos anos.

Os bastidores da política

Em Brasília, fontes afirmam que o presidente Lula está disposto a conceder entrevistas a todas as redes como candidato. A condição é que as conversas aconteçam em seu gabinete, sem necessidade de deslocamento aos estúdios. A Record e o SBT já toparam o formato.

A Globo, por enquanto, ainda não deu sua resposta oficial para o convite. Esse tipo de negociação faz parte da rotina política em anos eleitorais. O formato à distância, aliás, tornou-se mais comum nos últimos tempos, facilitando a agenda dos entrevistados.

Enquanto isso, no portal R7, da Record, Amanda Almeida será promovida a editora-chefe em Brasília. Ela vem de uma tradicional família de jornalistas, sendo neta de Guy Affonso e filha de Artur Almeida. A mudança reforça a equipe da capital em um ano politicamente intenso.

Os riscos das televendas

Substituir programação por televendas pode resolver um problema financeiro rápido. No entanto, essa estratégia costuma enfraquecer uma emissora com o passar do tempo. O telespectador percebe a mudança e muitas vezes muda de canal, buscando conteúdo original.

A Rede Massa, por exemplo, vive um momento de alerta. Mudanças recentes na grade e dificuldades operacionais, segundo notícias, preocupam. Preservar a identidade de uma afiliada passa, antes de tudo, por valorizar a sua programação local e de qualidade.

A Band também enfrenta um dilema semelhante. O dinheiro investido por uma igreja em seu horário nobre fortalece o caixa mensalmente. Porém, é preciso calcular o que a emissora deixa de ganhar com a programação que poderia ocupar aquele espaço a longo prazo.

Ajustes na programação

O SBT dispensou os serviços do apresentador Thiago Gardinali, que havia sido contratado em março. Darlisson Dutra assume a apresentação do “Se Liga Brasil!” a partir de agora. A decisão descarta, por enquanto, a contratação de um nome de fora para o comando do programa.

Na Band, o programa “Agro Mais” passará por uma significativa reformulação. Haverá mudanças no cenário, na parte gráfica e a inclusão de novos quadros e previsão do tempo. A apresentação seguirá com Carolina Rabelo e Valteno de Oliveira, mantendo o foco no agronegócio.

Já a estreia do “Aeroporto – Área Restrita” no SBT foi adiada para setembro. O motivo principal é que um dos personagens centrais das reportagens será candidato a deputado federal. A legislação eleitoral proíbe esse tipo de exposição, exigindo que todo o material fosse regravado e reeditado.

Cenas dos próximos capítulos

A próxima novela do Globoplay, “Paraíso Perdido”, inicia as gravações em setembro. Porém, o elenco principal começa um processo de preparação intensiva já na próxima semana. A estreia está prometida para abril do ano que vem, mostrando o longo trabalho por trás de uma produção.

O Prime Video enfrenta dificuldades com seu time de narradores após demissões recentes. A solução temporária foi “emprestar” Fernando Nardini, da CazéTV. A escolha gerou questionamentos, já que narradores experientes e disponíveis no mercado, como Milton Leite, não foram procurados.

Essas decisões, muitas vezes, são tomadas em escritórios distantes, sem um conhecimento profundo do mercado local. O resultado pode ser uma série de escolhas equivocadas que prejudicam a qualidade final do produto oferecido ao telespectador brasileiro.

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