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Dólar cai para R$ 5,06 e Bolsa sobe com dados econômicos do Brasil e dos EUA

O mercado financeiro apresentou um dia de alívio para os brasileiros nesta quinta-feira. Enquanto o dólar deu uma trégua e recuou, a bolsa de valores respondeu com força, subindo quase dois por cento. O cenário foi influenciado por uma combinação de dados econômicos, tanto lá fora quanto aqui, e pela maratona de resultados das empresas.

Os investidores acompanharam de perto os números que vieram dos Estados Unidos. A economia americana cresceu menos do que o esperado no último trimestre, e a inflação por lá deu sinais de desaceleração. Essa mistura tirou um pouco a pressão sobre os juros americanos, animando as bolsas internacionais. O clima positivo atravessou as fronteiras e chegou ao Brasil.

Aqui dentro, também tivemos notícias que ajudaram a compor esse quadro. Um importante índice de preços registrou queda em julho, e a taxa de desemprego atingiu o menor nível para o mês de junho desde o início da série histórica. Esses dados são cruciais, pois dão pistas sobre o próximo movimento do Banco Central em relação aos juros brasileiros.

Os números que movimentaram o dia

A moeda americana fechou cotada a R$ 5,061 na venda, uma queda de 0,92% em relação ao dia anterior. Esse movimento trouxe um respiro para quem acompanha as cotações ou tem dívidas atreladas à divisa. Enquanto isso, o Ibovespa, o principal termômetro do mercado de ações, subiu 1,76%, fechando em 176.939 pontos.

Esse desempenho da bolsa espelhou o otimismo que dominou Wall Street. Os principais índices americanos registraram altas expressivas, com a Nasdaq, focada em tecnologia, liderando os ganhos. No mercado de commodities, o petróleo também recuou, após uma forte disparada no pregão anterior.

O barril do tipo Brent, referência global, caiu 1,37%, sendo negociado a US$ 86,88. A correção foi natural, considerando o salto expressivo registrado na quarta-feira. Esse movimento nos preços do petróleo influencia diretamente os custos de combustíveis e logística em todo o mundo.

O que os dados dos EUA significam

Os Estados Unidos divulgaram que sua economia expandiu 1,5% no segundo trimestre, em ritmo anualizado. O número ficou abaixo da projeção dos analistas, que esperavam um crescimento de 2,1%. Um ritmo mais moderado de aquecimento pode ser visto com bons olhos pelo mercado.

Em paralelo, o índice de inflação preferido pelo Federal Reserve, o banco central americano, recuou 0,1% em junho na comparação com maio. Em doze meses, a alta desacelerou para 3,7%. A combinação de crescimento mais suave e inflação cedendo é um cenário ideal.

Isso reduz a urgência para novos aumentos na taxa de juros americana. Na véspera, o Fed já havia optado por manter os juros estáveis. Com menos pressão inflacionária, sobra mais espaço para a economia respirar, o que explica o forte otimismo nas bolsas de Nova York.

Os resultados das empresas em destaque

A temporada de balanços trimestrais agitou o mercado com números robustos. A Ambev reportou um lucro líquido de R$ 3,49 bilhões, alta de mais de 23% ante o mesmo período de 2025. Apesar do bom resultado, as ações caíram levemente, com o mercado destacando uma receita abaixo do esperado no Brasil.

A siderúrgica Usiminas mais que triplicou seu lucro, que chegou a R$ 428,2 milhões. Contudo, suas ações despencaram quase 9% após a empresa indicar expectativas de custos maiores e vendas menores no próximo trimestre. Já a Intelbras, de segurança e tecnologia, viu seu lucro subir 16,1%.

No exterior, Microsoft e Meta apresentaram desempenhos distintos. A Microsoft superou as expectativas, enquanto a Meta, dona do Facebook e Instagram, lucrou menos do que o projetado. Após o fechamento das bolsas, a atenção se voltou para os resultados da Vale, Apple e Amazon.

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