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Viviane Araújo revela se consegue imaginar a vida sem o Carnaval após 30 anos desfilando

Viviane Araújo tem uma relação profunda com o Carnaval. A paixão começou cedo, e hoje, após quase duas décadas como rainha de bateria do Salgueiro, a folia se tornou parte fundamental de quem ela é. A atriz não consegue imaginar sua vida longe dessa energia, desse ritmo que pulsa no coração da festa.

Ela desfilou pela primeira vez no Sambódromo com apenas 20 anos, pela Beija-Flor de Nilópolis. Foi o início de uma jornada que, anos depois, a tornou um símbolo de uma das escolas mais tradicionais do Rio. São 18 anos à frente da bateria do Acadêmicos do Salgueiro, um vínculo construído com muita dedicação e entrega.

Apesar do amor incondicional, Viviane tem os pés no chão. Ela sabe, com a clareza de quem viveu intensamente, que um dia essa fase vai chegar ao fim. A consciência de que não será rainha para sempre não a assusta, mas é um pensamento que ela encara com naturalidade e maturidade.

### A consciência de um futuro adeus

Em um bate-papo nos bastidores, ela confessou que ainda não se vê longe do Carnaval. A energia, a conexão com o povo e a tradição ainda falam muito alto dentro dela. No entanto, ela repete: “Eu sei que esse dia vai chegar”. É uma certeza tranquila, não um temor.

Para esse momento, ela acredita que precisará de uma preparação emocional. Hoje, seu coração e sua mente estão completamente entregues à festa. O foco está no agora, no próximo desfile, no próximo ensaio. O adeus é um pensamento distante, mas não ignorado.

Quando a hora certa surgir, ela espera ter a sabedoria para reconhecê-la. Será um entendimento interno, uma clara sensação de que cumpriu seu ciclo. Ela não quer forçar nada, nem prolongar além da conta. A transição deve ser natural, como o final de uma música bem executada.

### O desejo por uma despedida à altura

Mas como seria esse encerramento? Viviane tem uma ideia muito clara. Ela deseja que sua saída seja um momento bonito e significativo, à altura de tudo o que representou. Não se trata apenas de “estar” na avenida, mas de “ser” rainha de bateria, uma identidade que carregou com orgulho.

Ela quer que a despedida reflita a história de dedicação construída ao longo dos anos. Um último aceno que celebre não só os momentos de glória, mas toda a trajetória de paixão. Seria o ponto final perfeito em um capítulo que moldou sua vida.

Essa preocupação mostra o respeito que ela tem pela escola, pelo Carnaval e pelo público. Mais do que um simples desfile de adeus, seria um agradecimento, a celebração de uma relação de amor que definiu uma parte importante de sua vida. A folia segue, mas cada um tem seu tempo.

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