A vida com crianças pequenas é uma montanha-russa de emoções. Às vezes, a alegria de uma conquista é seguida por um susto que traz à tona lembranças difíceis. Foi o que aconteceu recentemente com uma influenciadora digital, mãe de duas crianças, após um acidente doméstico com seu filho mais novo.
O menino, de apenas um ano, sofreu uma queimadura de segundo grau ao tocar no motor de um buggy. O tratamento médico foi necessário, mas o que parecia ser um procedimento rápido reacendeu feridas emocionais profundas na mãe. A ida ao hospital foi o gatilho.
Ela precisou voltar ao mesmo local onde o filho passou seus primeiros dias de vida. O bebê havia nascido prematuro e enfrentou uma grave inflamação intestinal, necessitando de cuidados intensivos. Essa memória, somada ao novo susto, criou uma tempestade perfeita para a saúde mental dela.
A volta ao hospital fez seu corpo reagir como se estivesse revivendo todo aquele período de angústia. Durante o primeiro atendimento pela queimadura, o filho havia dormido no local. Desta vez, ele chorou muito ao voltar da anestesia e dormiu em casa. Cada detalhe diferente a deixou em estado de alerta máximo.
Os sintomas físicos foram intensos e assustadores. Ela descreveu uma sensação de estar fora do corpo, como se estivesse flutuando. Sua visão ficou cheia de raios brilhantes e a visão periférica diminuiu. A pressão arterial subiu e uma forte dor no pescoço irradiava para a cabeça.
Ela achou que as crises de ansiedade crônicas, vividas durante a primeira internação do filho, tinham ficado no passado. A experiência recente mostrou que esses fantasmas podem voltar em momentos de estresse agudo. O importante, segundo ela, é reconhecer os sinais e buscar cuidar da mente.
Muitas pessoas subestimam o poder físico de uma crise de ansiedade. Os sintomas podem simular problemas graves de saúde, dando a impressão de que algo muito ruim vai acontecer. A sensação é de perigo iminente, mas é crucial lembrar que o corpo está reagindo a um alerta falso disparado pela emoção.
A influenciadora usou sua experiência para dialogar abertamente sobre o assunto. Ela quis normalizar a conversa e mostrar que passar por isso não é “frescura” ou “loucura”. São reações do organismo a um trauma ou a um estresse profundo, que merecem atenção e cuidado, sem julgamento.
O acidente com o filho serviu como um lembrete poderoso. Cuidar da saúde mental é um processo contínuo, especialmente para quem já enfrentou situações traumáticas. Momentos de crise podem ressurgir, mas entender seus mecanismos é o primeiro passo para lidar com eles de forma mais tranquila.
A história dela é um retrato de como o passado pode ecoar no presente de formas inesperadas. Mostra também a importância de se permitir sentir e buscar apoio, seja profissional ou entre familiares. Afinal, cuidar de si é a base para cuidar dos outros.
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