Vice-líder do governo na câmara, vereador Aglaylson (PT) repercute fala do prefeito Evandro e defende que Fortaleza seja a primeira capital do país a implantar a Tarifa Zero
Imagina poder pegar um ônibus sem se preocupar com o preço da passagem. Essa é a proposta que começa a ganhar força em Fortaleza. O vereador Aglaylson, vice-líder do governo, defendeu na Câmara Municipal que a capital cearense pode e deve ser a primeira do país a adotar a Tarifa Zero universal no transporte coletivo. A ideia vai além de uma simples gratuidade; trata-se de garantir o direito de ir e vir para todos.
O tema ganhou novo fôlego após o prefeito Evandro Leitão declarar que a prefeitura está aberta ao debate. Para o parlamentar, essa abertura é um passo fundamental. A discussão precisa ser tratada como uma política pública permanente, que estrutura a cidade. Mobilidade urbana de qualidade é, antes de tudo, uma questão de justiça social.
Ela permite que as pessoas acessem trabalho, saúde, lazer e cultura. Em outras palavras, define quem pode ou não usufruir da cidade. A Tarifa Zero surge como uma ferramenta poderosa para democratizar esse acesso. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec.
A viabilidade já é realidade na região
A proposta não é um sonho distante. Ela já funciona na prática em cidades da Região Metropolitana de Fortaleza. Caucaia, Maracanaú, Eusébio e Aquiraz já adotam modelos de gratuidade ampliada ou Tarifa Zero. Os resultados são concretos e impressionantes, especialmente no caso de Caucaia.
Após a implantação da tarifa gratuita, o número de usuários do transporte público mensal saltou de 505 mil para impressionantes 2,2 milhões. Esse movimento massivo de pessoas gerou impactos positivos diretos na economia local. O comércio e os serviços das regiões atendidas pelas linhas sentiram o aquecimento.
Isso mostra que o benefício vai além do passageiro. A cidade como um todo ganha quando a circulação é facilitada. A experiência das cidades vizinhas serve como um laboratório vivo. Ela prova que o modelo é possível e traz benefícios tangíveis para a população e para a atividade econômica.
O caminho para Fortaleza implementar a mudança
Em Fortaleza, o terreno já está bastante adubado para essa mudança. Dados apresentados pelo vereador mostram que cerca de 91% da população já não paga a tarifa diretamente hoje. Esse percentual inclui idosos, estudantes, pessoas com deficiência e quem usa vale-transporte pago pelas empresas.
Portanto, a universalização do direito atingiria, em um primeiro momento, apenas os 9% restantes. O desafio, claro, está no financiamento. A implantação do modelo exigiria um investimento mensal estimado em cerca de 70 milhões de reais. Parece um valor alto, mas a conta começa com um cenário favorável.
Atualmente, o município já aplica entre 16 e 17 milhões em subsídios ao sistema. A ideia é ampliar esse aporte de forma gradual e inteligente. A proposta envolve captar recursos federais, reorganizar o vale-transporte e criar um Fundo Municipal de Transporte. Com isso, o investimento orçamentário passaria dos atuais 1,5% para cerca de 2,5%.
Um debate nacional com ganhos para todos
O parlamentar destacou que cidades como São Paulo investem mais de 5% do orçamento em mobilidade. Fortaleza tem condições de dar esse passo progressivo. A criação do fundo é uma peça-chave nessa equação. Ela muda a forma como o sistema é financiado, beneficiando diferentes atores.
O trabalhador, por exemplo, deixaria de ter 6% do seu salário descontado para o vale-transporte. O empresário também contribuiria, mas de uma forma mais equilibrada e coletiva. A prefeitura entraria com sua parte, potencializada por verbas da União. O objetivo é um sistema sustentável onde todos ganham.
O debate sobre Tarifa Zero não é isolado. Ele acontece em várias cidades brasileiras e é apoiado pelo governo federal. Encontros com o prefeito, diálogos com especialistas e a troca de experiências estão na pauta. A ideia é colocar Fortaleza na vanguarda desse movimento nacional por mobilidade como direito. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec.
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