A tarde de quarta-feira foi de susto e destruição na Baixada Santista. Um vendaval de força incomum varreu a região, deixando um rastro de danos e uma triste notícia. Um homem morreu após ser atingido por uma árvore que cedeu à força dos ventos, no Canal 5, em Santos. De acordo com informações preliminares, a vítima estava em situação de rua, o que torna o ocorrido ainda mais trágico.
Os ventos ultrapassaram a marca dos 100 quilômetros por hora em vários pontos. Essa força arrastou contêineres, arrancou telhados e derrubou inúmeras árvores e postes pela cidade. As imagens que circularam nas redes sociais mostram a dimensão do caos, com vias bloqueadas e estruturas danificadas. A Defesa Civil emitiu um alerta severo, pedindo que as pessoas buscassem abrigo imediatamente.
O pedido das autoridades era claro: evitar áreas abertas e, principalmente, não ficar debaixo de árvores, postes ou placas. Em situações como essa, o perigo pode vir de qualquer lado. A recomendação é procurar um local seguro dentro de casa, longe de janelas, e esperar a tempestade passar. Foi justamente um cenário de risco que a Defesa Civil tentava evitar com seus avisos.
A paralisação do Porto e das travessias
A força da natureza também paralisou uma das áreas mais movimentadas do país. Por segurança, a navegação no estuário de Santos foi totalmente suspensa pouco depois do meio-dia. A Capitania dos Portos declarou o cais em condição de impraticabilidade, uma medida extrema para proteger embarcações e trabalhadores. Até as operações na Ilha Barnabé, que lida com produtos químicos e combustíveis, foram paradas de forma preventiva.
O serviço de balsas, vital para a locomoção entre as cidades da baía, também foi interrompido. As travessias que ligam Santos ao Guarujá, Vicente de Carvalho e Bertioga ficaram paradas durante toda a tarde. A decisão, embora cause transtorno, é essencial. Ventos tão fortes tornam a navegação em embarcações desse tipo extremamente perigosa, com alto risco de acidentes.
Dentro do próprio porto, os estragos foram visíveis. Além do deslocamento de contêineres empilhados, uma árvore de grande porte caiu dentro de um terminal de granéis líquidos. Esses incidentes mostram como o temporal não poupou nem mesmo as estruturas industriais mais robustas. A prioridade, nesses momentos, é garantir que não haja vítimas e conter os danos materiais.
Os estragos espalhados pela região
Os números da Defesa Civil dão a real dimensão do vendaval. A maior rajada registrada foi em Taquarituba, com impressionantes 117 km/h. Em Itanhaém, os ventos chegaram a 111 km/h, e em Santos, a marca foi de 83,7 km/h. O Gabinete de Crise do órgão permaneceu mobilizado, atendendo a uma enxurrada de ocorrências. A maioria dos chamados era para quedas de árvores e telhados arrancados.
Na cidade de Santos, os problemas se multiplicaram. Além do fatal no Canal 5, uma árvore caiu no cruzamento das ruas Visconde de Cayru com Carlos Gomes. Em outro ponto, na Avenida Ana Costa, uma estrutura de contenção de um terreno desabou com a força da ventania. Cada incidente exigiu a ação rápida dos bombeiros e da defesa civil para isolar a área e avaliar os riscos.
Em Cubatão, a situação não foi diferente. A prefeitura local contabilizou catorze quedas de árvores, vários destelhamentos e quedas de energia. Como medida de precaução, as aulas foram suspensas em quinze escolas municipais. A decisão visa proteger alunos e funcionários, já que muitos desses prédios podem ter sofrido danos ou estarem em áreas com risco de novos desabamentos.
Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.