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Vendas do varejo sobem pelo segundo mês em novembro

O comércio brasileiro terminou novembro de 2025 com um bom fôlego. Os dados mais recentes do IBGE mostram que o volume de vendas no varejo cresceu 1,0% em relação a outubro. Isso consolida uma sequência positiva, já que outubro também havia registrado alta, de 0,5%.

Essa é a primeira vez desde o início do ano que o setor apresenta dois meses seguidos de crescimento significativo. A média móvel do trimestre encerrado em novembro ficou em 0,5%, indicando uma trajetória de recuperação. O cenário sugere que as famílias estão voltando a consumir com um pouco mais de confiança.

O resultado de novembro foi puxado por um desempenho bastante distribuído entre os setores. Sete das oito atividades pesquisadas fecharam o mês no azul. Esse movimento amplo é um sinal importante, mostrando que a melhora não está concentrada em apenas uma ponta do mercado.

Setores que se destacaram em novembro

A Black Friday teve um papel decisivo nesse cenário. As promoções tradicionais da época aqueceram as vendas de itens como celulares, computadores e móveis. O setor de equipamentos para escritório, informática e comunicação liderou os ganhos, com uma alta expressiva de 4,1%.

Logo atrás vieram móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 2,3%. O setor de artigos farmacêuticos e perfumaria também teve um desempenho forte, subindo 2,2%. Até mesmo os hipermercados e supermercados, setor de peso no varejo, registraram uma expansão de 1,0% no volume de vendas.

A única atividade que recuou foi a de tecidos, vestuário e calçados, com queda de 0,8%. Fora essa exceção, o mês foi de ganhos generalizados. Livrarias e papelarias, por exemplo, cresceram 1,5%, um dado que vai além do esperado para o período.

Cenário mais amplo do varejo

Quando a análise inclui o comércio de veículos e material de construção, o chamado varejo ampliado, o crescimento foi um pouco mais moderado: 0,7% frente a outubro. O setor de material de construção foi o único a apresentar alta neste grupo, de 0,8%.

A atividade de veículos e motos, partes e peças, recuou 0,2% na passagem de outubro para novembro. Esse resultado freou um pouco o índice mais amplo. O setor automotivo ainda enfrenta desafios, devolvendo parte do crescimento forte que havia mostrado no mês anterior.

Na comparação com novembro do ano passado, o varejo ampliado também sentiu o peso desses segmentos. Enquanto o atacado de alimentos e bebidas cresceu 0,9%, o material de construção teve queda de 3,0% e veículos recuou 5,8%.

Comparação anual e desempenho regional

Olhando para o mesmo mês de 2024, o varejo tradicional cresceu 1,3%. O campeão de crescimento anual foi novamente o setor de informática e comunicação, com um salto de 9,9%. Artigos farmacêuticos e perfumaria também mantiveram ritmo, com alta de 7,2%.

Por outro lado, alguns setores ainda patinam na comparação anual. Tecidos, vestuário e calçados caíram 4,0%. Combustíveis tiveram retração de 1,3%, e os supermercados ficaram praticamente estáveis, com uma leve variação negativa de 0,1%.

O bom desempenho não foi uniforme em todo o país, mas a maioria dos estados contribuiu positivamente. Vinte e uma das 27 unidades da federação registraram alta na comparação anual. Os destaques ficaram com Rondônia, Rio Grande do Norte e Amapá, todos com crescimentos acima de 8%.

Apenas cinco estados apresentaram resultados negativos, com Tocantins e Piauí na liderança das quedas. Goiás foi o único a registrar estabilidade, sem variação no período. No varejo ampliado, vinte estados fecharam no azul, mostrando que a recuperação, embora desigual, tem um alcance nacional.

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