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Último foragido de estupro coletivo contra adolescente se entrega à polícia no Rio

Os últimos dois jovens procurados pela polícia do Rio de Janeiro no caso de estupro coletivo de uma adolescente se apresentaram nesta quarta-feira. Com isso, os quatro acusados principais agora estão sob custódia das autoridades. O crime, que chocou o país, envolve uma vítima de 17 anos e ocorreu em um apartamento em Copacabana.

A investigação segue em andamento, com um quinto suspeito, também adolescente, tendo seu caso analisado separadamente pela Justiça. As decisões sobre a prisão ou soltura dos envolvidos passam por diferentes varas especializadas. O caso ganhou grande repercussão e expõe a gravidade da violência sexual contra menores.

As entregas aconteceram em delegacias diferentes na região metropolitana do Rio. Dois dos acusados já haviam se entregado no dia anterior. A sequência de apresentações encerra a fase mais aguda da busca pelos suspeitos, mas abre o caminho para o longo processo judicial que está por vir. A sociedade acompanha cada desdobramento.

A sequência das apresentações

Na manhã de quarta-feira, Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, chegou à 12ª DP, em Copacabana. Ele estava acompanhado de seu advogado. Horas depois, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também de 18 anos, se apresentou na 54ª DP, em Belford Roxo. Eles eram os dois últimos foragidos conhecidos publicamente.

Na terça-feira, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, já tinham se entregado voluntariamente. Eles foram encaminhados diretamente para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica. Bruno Felipe também deve seguir para a mesma unidade prisional após os trâmites iniciais.

As imagens dos jovens entrando nas delegacias circularam amplamente. A prisão preventiva de todos foi decretada pela Justiça, que considera os crimes de extrema gravidade. O trabalho policial agora se concentra em consolidar as provas e preparar o caso para o julgamento.

As acusações e as defesas

Os quatro jovens respondem judicialmente por estupro coletivo com o agravante de a vítima ser menor de idade. Eles também são acusados de cárcere privado. O Ministério Público do Rio detalhou, em sua denúncia, a violência e a brutalidade dos atos sofridos pela adolescente, com base no inquérito policial.

O advogado de Vitor Hugo, Ângelo Máximo, afirmou que seu cliente nega qualquer participação no crime. Ele disse que o jovem esteve no local, mas não manteve relações sexuais nem praticou violência. O defensor declarou que Vitor se apresentou “de cabeça erguida” para provar sua inocência e que permanecerá em silêncio durante os procedimentos.

Vitor Hugo é filho de um ex-subsecretário estadual, que foi exonerado do cargo no mesmo dia da entrega do filho. A defesa sugeriu que o jovem poderia ter sido ouvido antes, o que não aconteceu. As versões serão confrontadas com as provas colhidas durante a investigação.

O caso do adolescente envolvido

Além dos quatro já presos, um quinto suspeito, menor de idade, está sob investigação. Seu caso foi desmembrado pela Polícia Civil e segue em análise pela Vara da Infância e da Juventude. Até o momento, não havia um mandado de apreensão expedido contra ele.

O Ministério Público do Rio se manifestou contra a internação provisória deste adolescente. Em um documento, o promotor Carlos Marcelo Messenberg pediu à Justiça que rejeitasse o pedido de apreensão feito pela polícia. A decisão final sobre suas medidas cautelares ainda está pendente.

A lei estabelece procedimentos distintos para suspeitos menores de idade. Eles são submetidos a um sistema socioeducativo, não ao sistema prisional comum. A análise leva em conta fatores como a gravidade do ato, a história do adolescente e o risco social.

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