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Turista morre após barco virar no Parque Nacional do Iguaçu

Um turista holandês morreu após um acidente durante o famoso passeio Macuco Safari, no Parque Nacional do Iguaçu. O fato ocorreu na manhã desta terça-feira, quando o barco em que ele estava virou nas corredeiras do rio. A tragédia interrompe a rotina de uma das atrações mais procuradas por visitantes das Cataratas.

Oito pessoas estavam na embarcação no momento do incidente. O grupo era formado por seis turistas da Holanda e dois tripulantes brasileiros. Após o barco virar, todas caíram nas águas turbulentas do Iguaçu. O socorro foi acionado rapidamente, mas o jovem de 25 anos não resistiu.

Ele sofreu um afogamento que levou a uma parada cardiorrespiratória. A equipe do parque fez os primeiros atendimentos. O homem foi transportado de barco até um ponto de apoio e depois levado de ambulância ao hospital. Os médicos não conseguiram reanimá-lo e confirmaram o óbito ainda no local.

O que aconteceu com os outros passageiros?

Além da vítima fatal, outras sete pessoas foram retiradas da água. Um turista holandês de 49 anos foi hospitalizado e permanece em observação, mas seu estado de saúde é estável. A esposa dele, de 48 anos, também deu entrada no mesmo hospital mais tarde. Ela tem uma suspeita de fratura no pé.

O piloto e o copiloto do barco foram encaminhados para uma Unidade de Pronto Atendimento. Eles passam por avaliação médica. Segundo a empresa responsável pelo passeio, todas as oito pessoas a bordo usavam coletes salva-vidas no momento do acidente. O equipamento de segurança é obrigatório.

Testemunhas que estavam no local relataram que o barco virou completamente logo no início do trajeto. Um barco que seguia logo atrás participou do resgate imediato. Entre os que ajudaram estava um bombeiro aposentado que era passageiro dessa segunda embarcação. A rápida ação evitou uma tragédia maior.

Como as autoridades estão apurando o caso?

A Polícia Civil do Paraná já esteve no local para os primeiros levantamentos. A Marinha do Brasil também agiu rapidamente. A Capitania Fluvial do Rio Paraná vai instaurar um inquérito administrativo para apurar as causas do acidente. O objetivo é entender todas as circunstâncias e eventuais responsabilidades.

O ICMBio, instituto que gere o parque nacional, emitiu uma nota de pesar. A entidade confirmou que a documentação da concessionária que opera o passeio está regular. Como medida cautelar, as atividades do Macuco Safari serão suspensas por três dias. A parada começa nesta quarta-feira.

A empresa Ilha do Sol, que opera o passeio desde 2010, se manifestou. Em nota, expressou profundo pesar pela morte do turista e solidariedade à família. A empresa afirmou que está prestando todo o suporte necessário às outras vítimas e colaborando integralmente com as investigações em andamento.

Este tipo de acidente é comum no passeio?

O Macuco Safari é uma operação de turismo de aventura que existe há mais de trinta anos. Por se tratar de uma atividade em ambiente natural, ele está sujeito aos riscos inerentes do rio. Fatores como a vazão da água e as condições climáticas influenciam diretamente na operação.

O parque destaca que a atividade é conduzida sob um rígido Sistema de Gestão de Segurança. Esse sistema inclui protocolos operacionais, monitoramento constante, equipamentos adequados e treinamento das equipes. A concessionária possui até uma certificação internacional específica para essa gestão de segurança.

O único registro grave anterior ocorreu em 1999, há quase vinte e cinco anos. Na ocasião, houve uma colisão entre dois barcos que resultou em sete mortes. Desde então, o passeio acumulava um histórico de segurança. A investigação atual vai esclarecer os detalhes deste novo e triste episódio.

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