O Ceará está comemorando um resultado e tanto no setor de turismo. Dados recentes mostram que o estado está crescendo mais rápido que a média do país. De janeiro a novembro do ano passado, o volume de atividades turísticas por lá subiu 8,2%. Enquanto isso, a média do Nordeste e do Brasil ficou em 5,1%. Isso não é por acaso. É o reflexo de um trabalho contínuo para transformar o turismo em um motor de desenvolvimento.
O ano começou com força total. Os meses de março, abril e maio foram especialmente animadores, com altas que chegaram a 14,7%. Mesmo nos meses tradicionalmente mais tranquilos, o estado se destacou. Agosto e setembro, por exemplo, tiveram crescimentos robustos, superando os números nacionais com folga. A retomada no segundo semestre confirmou que a onda de visitantes não era passageira.
O segredo parece estar na diversidade. O Ceará não depende apenas do sol e das praias famosas. A cultura vibrante, a gastronomia premiada e os grandes eventos atraem públicos diferentes. O turismo de natureza e a religiosidade também ganham espaço, criando novas rotas e experiências. Essa variedade garante movimento durante quase todo o ano, gerando emprego e renda de forma mais estável.
Um ponto crucial para esse sucesso é a infraestrutura. Investimentos em conectividade aérea, com mais voos e destinos, facilitaram o acesso. Melhorias na sinalização, nos acessos a pontos turísticos e na hotelaria também fazem diferença. O viajante de hoje busca praticidade e experiências autênticas. O estado tem trabalhado para oferecer um pouco dos dois, do litoral ao sertão.
Os números de novembro, último dado disponível, fecharam o ano com chave de ouro. O crescimento foi de 5,4% na comparação com o mesmo mês de 2024, mais que o dobro da média nacional. No acumulado de doze meses, a alta foi de 8,1%. São números que pintam um cenário de trajetória sólida. Eles mostram uma recuperação consistente, não apenas um pico sazonal.
Esse desempenho é medido pelo Índice de Volume das Atividades Turísticas, do IBGE. Ele funciona como um termômetro confiável do setor. O índice considera desde o transporte de passageiros, por avião ou ônibus, até a hospedagem e os serviços de lazer. Também entra na conta o movimento em agências de viagens e o aluguel de carros. É um retrato amplo de toda a cadeia.
O resultado final é um mercado mais dinâmico e competitivo. A articulação constante com o trade turístico, como hotéis, agências e guias, ajuda a criar pacotes atrativos. A promoção inteligente do destino, mostrando suas múltiplas faces, atrai novos perfis de visitantes. Tudo isso converge para um ciclo virtuoso. Mais turistas significam mais negócios aquecidos.
Para quem vive no Ceará, o impacto é concreto. Novos postos de trabalho são criados em hotéis, restaurantes e atrações. O artesanato local e a produção agrícola ganham novos canais de venda. A renda gerada circula pela economia, beneficiando cidades grandes e pequenas. O turismo se consolida, assim, como uma política pública de alto impacto social.
O cenário para os próximos anos parece promissor. A consistência dos dados indica que o estado encontrou um caminho sustentável. A aposta em segmentos diversificados protege a economia de variações sazonais. O desafio agora é manter o ritmo. Isso envolve cuidar da qualidade dos serviços, preservar os atrativos naturais e culturais e continuar inovando. O objetivo é claro: fazer do Ceará um destino cada vez mais completo e acolhedor.
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