A tensão entre Estados Unidos e Irã parece estar chegando a um ponto crítico. O presidente americano, Donald Trump, renovou publicamente um ultimato às autoridades iranianas. A mensagem, cheia de tom religioso, foi um alerta direto nas redes sociais. O prazo para um acordo, segundo ele, está se esgotando rapidamente.
Trump fez referência a uma ordem dada anteriormente, há algumas semanas. Na ocasião, ele teria dado dez dias para o Irã fechar um acordo ou ver o Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo, ser aberto. Agora, a contagem regressiva final seria de apenas 48 horas. A postagem terminava com uma expressão de caráter religioso, algo que tem marcado a retórica oficial recente.
Essa abordagem, no entanto, gera preocupação até em instâncias religiosas. O Vaticano já se manifestou, lembrando que Deus não escusa orações que pedem por uma guerra. Enquanto isso, os termos concretos da proposta americana seguem em segredo. Sabe-se que Washington apresentou um plano de cessar-fogo com quinze condições, que foi rejeitado por Teerã por ser considerado excessivo.
A resposta além das fronteiras
Quase em resposta imediata ao alerta de Trump, outra frente de pressão se movimentou dentro do território americano. O secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou ações do ICE, a polícia de imigração dos EUA. A medida teve como alvo familiares diretos de altas autoridades iranianas que viviam nos Estados Unidos.
Na prática, o governo revogou o status de residente permanente legal de duas mulheres. Elas são parentes do general Qasem Soleimani, comandante iraniano morto por um ataque americano no início do ano. A justificativa foi de que uma delas, enquanto vivia em Los Angeles, fazia propaganda do regime. Ela supostamente celebrava ataques contra soldados americanos e chamava os EUA de "Grande Satã".
Essa não é a primeira ação do tipo. No início do mês, o mesmo aconteceu com a filha de um ex-secretário de segurança nacional iraniano e seu marido. A mensagem das autoridades americanas é clara: não darão abrigo a quem apoia publicamente regimes considerados hostis. O marido de uma das detidas também foi barrado de entrar no país no futuro.
O cenário de crise se aprofunda
Todo esse embate de declarações e ações não ocorre num vácuo. O momento é de crise militar aberta entre os dois países. Apenas nesta semana, os iranianos afirmaram ter derrubado dois aviões de guerra americanos. Um dos pilotos foi resgatado, mas há um intenso esforço para encontrar um segundo militar que estaria desaparecido.
Esse ponto é particularmente sensível para Washington. Caso capturado com vida, o soldado poderia se tornar um trófeu político para Teerã. Ele seria uma moeda de troca valiosa em qualquer negociação futura. Os iranianos comemoram os abates como uma prova da força de seus novos sistemas de defesa aérea.
Para completar o cenário conturbado, houve uma mudança brusca no alto comando militar americano. O secretário de Guerra demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército e outros dois generais. As derrubadas dos aviões, por sua vez, contradizem a narrativa de que o poder militar iraniano teria sido dizimado. Teerã garante que seguirá buscando o controle total de seu espaço aéreo. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
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