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Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

O presidente norte-americano, Donald Trump, convidou o Brasil para fazer parte de um novo grupo internacional. Este conselho, chamado de Conselho da Paz, terá a missão de supervisionar a administração da Faixa de Gaza. O convite formal foi enviado à embaixada brasileira em Washington.

A informação foi confirmada por fontes do Itamaraty, mas ainda não há uma resposta oficial do governo Lula. O presidente brasileiro tem sido um crítico vocal das ações de Israel no conflito com os palestinos. Suas posições já causaram atritos diplomáticos com Tel Aviv.

Além do Brasil, Trump estendeu o convite a outros líderes globais. Entre os nomes estão os presidentes da Argentina, Javier Milei, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. O líder paraguaio, Santiago Peña, também foi incluído na lista.

A formação do conselho e as reações

O argentino Javier Milei, aliado declarado de Trump, já comemorou publicamente o convite. Ele postou uma foto do documento em suas redes sociais, classificando a participação como uma honra. Milei afirmou que o país estará ao lado das nações que combatem o terrorismo.

Outros convidados são o ditador egípcio, Abdel Fatah Al-Sisi, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. Este último já sinalizou que deve aceitar a proposta. A formação deste grupo é um desdobramento do plano de paz norte-americano para a região.

No entanto, a iniciativa não foi bem recebida por um ator central no conflito. O governo de Israel afirmou que não foi consultado sobre a criação do conselho. Para Tel Aviv, a medida vai na direção oposta de sua política externa estabelecida.

Como funcionará a nova estrutura

O Conselho da Paz será presidido pelo próprio Donald Trump. Ele ficará acima de outro comitê, responsável pela gestão diária de Gaza. Esse comitê será liderado por um ex-ministro palestino, Ali Shaath, nascido na Faixa de Gaza.

As decisões dentro do conselho serão tomadas por maioria de votos, onde cada país membro terá um voto. Contudo, qualquer resolução precisará da aprovação final do presidente dos Estados Unidos. O poder de veto, portanto, permanece em Washington.

Além disso, há uma expectativa de contribuição financeira dos membros. Países com assento permanente podem ser solicitados a pagar ao menos um bilhão de dólares. Os recursos seriam direcionados para os enormes esforços de reconstrução necessários no território.

O plano de paz e seus desafios

A criação deste conselho marca a segunda fase de um acordo mais amplo. Este plano, aprovado pela ONU no final do ano passado, foi aceito por Israel e pelo Hamas. Ele prevê uma força militar de estabilização formada por países árabes.

Um ponto extremamente delicado é o desarmamento do Hamas. O grupo palestino condiciona a entrega de suas armas à criação concreta de um Estado Palestino. Essa é uma promessa da terceira fase do acordo.

Justamente essa etapa final é a mais polêmica. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, já declarou publicamente que nunca permitirá a formação de um Estado Palestino. O impasse mantém viva a chama da instabilidade na região.

Os nomes por trás da operação

Além dos chefes de Estado, Trump anunciou outros integrantes do conselho. A lista inclui figuras como o secretário de Estado Marco Rubio e o ex-premier britânico Tony Blair. A experiência internacional é um trunfo declarado do grupo.

Também foram nomeados o genro de Trump, Jared Kushner, e seu enviado especial Steve Witkoff. A presença de Kushner, que já atuou em negociações no Oriente Médio, era esperada. O bilionário Marc Rowan completa o time de civis influentes.

A presidência do Banco Mundial, Ajay Banga, e um assessor próximo de Trump, Robert Gabriel, também farão parte. A composição mistura peso político, conhecimento regional e poder econômico em uma única estrutura.

O cumprimento de uma promessa

Com essa ação, Donald Trump cumpre uma promessa feita logo após retornar à Casa Branca. Em fevereiro do ano passado, ele surpreendeu o mundo ao dizer que os EUA assumiriam o governo de Gaza. A declaração original foi depois suavizada.

Agora, a administração norte-americana assume um controle indireto, mas muito significativo, sobre o território palestino. O conselho dará a Washington a última palavra sobre decisões administrativas e militares em Gaza.

Enquanto isso, a política regional segue seu curso. Durante um evento sobre o acordo Mercosul-União Europeia, o presidente Milei voltou a elogiar Trump. Ele citou a ação norte-americana na Venezuela como um exemplo a ser seguido.

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