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Trump apresenta lista de exigências para o novo governo da Venezuela

A Venezuela vive um momento decisivo neste início de semana. A captura de Nicolás Maduro, no último sábado, abriu caminho para uma transição de poder imediata. Delcy Rodríguez assumiu a presidência, mas seu futuro no cargo não depende apenas dos venezuelanos.

Os Estados Unidos negociaram diretamente com o regime chavista em Caracas após a queda de Maduro. Um acordo foi costurado nos bastidores, com uma série de condições bem específicas. A nova presidente só permanecerá no poder se cumprir cada uma delas à risca.

A lista de exigências foi revelada com exclusividade por um grande site de política internacional. Diplomatas latino-americanos nas Nações Unidas confirmaram a existência do pacto. O conteúdo do acordo explica perfeitamente o discurso público adotado pelo governo americano desde domingo.

As condições para um governo aceito

Washington fez uma exigência geopolítica clara e direta. A Venezuela deve deixar de ser uma base para os adversários dos Estados Unidos na região. O primeiro passo é identificar e expulsar agentes considerados hostis, principalmente do Irã e de Cuba.

A segunda condição envolve o petróleo, recurso vital para a economia venezuelana. Os americanos demandam o fim imediato das vendas para países considerados adversários. Além disso, querem interromper qualquer tentativa de criar um canal financeiro para combustíveis que não use o dólar.

O temor por trás dessa medida é claro. Um sistema de comércio de petróleo desdolarizado abalaria a hegemonia financeira americana no mundo. A terceira exigência complementa a anterior: as empresas dos EUA devem ter acesso privilegiado para operar e recuperar a produção petrolífera do país.

O silêncio sobre eleições e democracia

Enquanto isso, temas como eleições e direitos humanos ficaram em segundo plano. Autoridades americanas esperam, sim, que Delcy Rodríguez promova eleições livres no futuro e renuncie, sem concorrer. No entanto, não há prazo definido para isso.

Parte da administração americana considera prematuro falar em processo eleitoral agora. A prioridade absoluta é a estabilização do país sob os termos do acordo. Essa lógica explica o fato de a Casa Branca ter ignorado a líder oposicionista Maria Corina Machado.

A avaliação compartilhada com aliados é que Corina Machado não teria apoio suficiente para governar. Um vácuo de poder poderia mergulhar a Venezuela em uma instabilidade perigosa. A estratégia é evitar crises domésticas que comprometam os interesses agora estabelecidos.

Um novo equilíbrio de poder nas Américas

O governo Trump deixou claro que vê a América Latina como sua área de influência direta. Conselheiros presidenciais martelaram nas redes sociais o direito de determinar o que acontece no “nosso Hemisfério”. A mensagem aos negociadores em Caracas foi dura: cumpram as condições.

O secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou uma espécie de quarentena contra petroleiros sancionados. É uma versão moderna da antiga “diplomacia das canhoneiras”, com pressão constante até a total submissão ao acordo. A resposta a qualquer desvio seria imediata e violenta.

A rapidez com que as forças venezuelanas capitularam aumentou as suspeitas de um conluio prévio. Até militares brasileiros avaliam que um pacto foi fechado. Na ONU, o Brasil alertou que a criação de um protetorado americano não seria bem-vista. O novo capítulo venezuelano está apenas começando.

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