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Trio armado rouba R$ 500 mil em cartas de Pokémon nos EUA

Imagina a cena: uma loja especializada, cheia de pessoas animadas para um evento de cartas de Pokémon. De repente, a tranquilidade vira puro susto. Três homens encapuzados invadem o local, armados, e em poucos minutos transformam uma noite de diversão em um episódio de medo. O assalto aconteceu em uma movimentada área comercial de Nova York, um lugar onde ninguém esperaria por algo assim.

A Poké Court, loja recém-inaugurada, realizava seu primeiro grande evento. Cerca de cinquenta fãs estavam lá para trocar cartas e celebrar o hobby. O clima era de descontração até as 18h45, quando os criminosos entraram. Imediatamente, um deles sacou uma arma e apontou para os clientes, dando ordens e fazendo ameaças para controlar o ambiente.

O objetivo deles era claro e específico: as cartas mais valiosas. Enquanto um dos bandidos ficava na porta impedindo a saída de qualquer pessoa, outro partiu para a ação direta. Usando um martelo, ele quebrou as vitrines de vidro que protegiam os itens mais raros da coleção da loja. A ação foi rápida e violenta.

Um segundo assaltante, também armado, se aproximou para vigiar o grupo de clientes, mantendo todos afastados e imóveis. Com as vitrines destruídas, o primeiro criminoso começou a recolher as cartas. Ele pegava os itens e os colocava diretamente na bolsa do comparsa, em um movimento sistemático e ensaiado. Eles sabiam exatamente o que procuravam.

Entre os itens roubados estava uma verdadeira joia para os colecionadores: uma carta Charizard de primeira edição e autenticada. Sozinha, ela é avaliada em cerca de 15 mil dólares. As vitrines atacadas guardavam cartas cujos valores variavam de 400 a 18 mil dólares cada. Além do valioso acervo, os ladrões também levaram o dinheiro do caixa e até o celular de uma cliente.

A proprietária, Courtney Chin, descreveu a ação como metódica. “Eles começaram a levar sistematicamente os itens de maior valor”, relatou. Tudo aconteceu em apenas três minutos. Após esvaziar as vitrines, o trio fugiu do local sem deixar rastros evidentes para trás. Até o momento, as autoridades não identificaram ou prenderam nenhum suspeito.

Apesar do trauma e do prejuízo material, a loja emitiu um comunicado colocando as pessoas em primeiro lugar. “Todos estão fisicamente bem e isso, acima de tudo, é o mais importante”, afirmaram. A mensagem foi enfática: “Nós amamos Pokémon, mas nenhuma carta é mais valiosa do que uma vida humana.” O alívio por não haver feridos foi o sentimento principal.

A Poké Court também se comprometeu a oferecer apoio aos clientes que vivenciaram o assalto, ajudando-os a processar o trauma. Reconheceram que reabrir as portas foi difícil, mas afirmaram que seguirão com a comunidade. A segurança do local será reavaliada, mas a intenção é retomar os eventos. “Mal podemos esperar para abrir mais cartas brilhantes com vocês”, finalizaram, mostrando resiliência.

O caso chama a atenção para um mercado que muita gente desconhece: o colecionismo de cartas de Pokémon. O que para alguns é uma lembrança de infância, para outros se tornou um investimento de alto valor. Itens raros, em perfeito estado e autenticados, podem valer pequenas fortunas, atraindo não só colecionadores sérios, mas também a atenção de criminosos.

Esse nicho de colecionismo exige cuidados específicos de segurança, similares aos de uma joalheria ou galeria de arte. Lojas especializadas costumam manter seus itens mais preciosos em vitrines blindadas, com sistemas de alarme e vigilância constante. Ainda assim, como mostrou o episódio, a determinação de ladrões organizados representa um risco real.

A investigação segue em andamento, com a polícia analisando imagens de câmeras de segurança da região. Enquanto isso, a comunidade de fãs se mobiliza, oferecendo solidariedade à loja e aos clientes afetados. O incidente serve como um alerta sobre a necessidade de proteção em um hobby que, no fundo, é sobre diversão e conexão.

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