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Toffoli reduz de 5 para 2 dias prazo para PF colher depoimentos do caso Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, tomou uma decisão que acelera as investigações do caso Master. Ele reduziu o prazo para a Polícia Federal coletar depoimentos de cinco para apenas dois dias. A medida visa destravar um processo que enfrentava obstáculos práticos.

A ordem original previa que os depoimentos ocorressem entre os dias 23 e 28 de janeiro. No entanto, a PF alegou dificuldades operacionais para cumprir o cronograma. A alegação incluiu limitação de pessoal e pouca disponibilidade de salas no próprio STF.

Diante disso, Toffoli pediu que a polícia sugerisse uma nova agenda com dois dias consecutivos. A mudança busca equilibrar a necessidade de avançar nas apurações com a realidade logística das instituições. O ministro já havia demonstrado insatisfação com atrasos anteriores.

O andamento das oitivas

A primeira fase de depoimentos já aconteceu no final do ano passado. Os banqueiros Daniel Vorcaro, do Master, e Paulo Henrique Costa, do BRB, foram ouvidos em 30 de dezembro. Cada um falou por cerca de duas horas e meia.

Após os depoimentos individuais, os dois foram submetidos a uma acareação. O confronto direto entre os investigados é uma etapa comum para esclarecer contradições. Essas oitivas iniciais foram determinadas por Toffoli ainda em 15 de dezembro.

Agora, a próxima etapa depende do novo cronograma que a PF precisa apresentar. A pressão do ministro vem da importância que ele atribui a esses depoimentos. Eles são considerados cruciais para o sucesso das investigações.

O contexto da investigação

Toffoli tem sido incisivo ao cobrar celeridade da Polícia Federal. Recentemente, ele criticou abertamente o descumprimento de prazos e apontou uma possível falta de empenho. A corporação, por sua vez, sempre ressaltou as questões operacionais que enfrenta.

Além dos depoimentos, o ministro autorizou, na quinta-feira, que quatro peritos da PF acessem todo o material do caso. Eles terão liberdade para analisar documentos e dados apreendidos. A medida busca agregar expertise técnica à apuração.

Todas as provas coletadas na chamada Operação Compliance Zero serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República. A PGR também deverá acompanhar a extração dos dados. O objetivo final, segundo o próprio Toffoli, é proteger o Sistema Financeiro Nacional e seus usuários.

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