O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, decidiu estender a investigação sobre o Banco Master por mais sessenta dias. O pedido partiu da própria Polícia Federal, que alegou a complexidade natural de um caso desse porte. Para os investigadores, essa prorrogação era um passo esperado, dada a enorme quantidade de dados e pessoas envolvidas.
Apesar do prazo maior, um dos núcleos principais do inquérito pode ter um desfecho mais rápido. Trata-se da suspeita de fraude na venda de uma carteira de créditos para o BRB, o Banco de Brasília. As investigações trabalham com a hipótese de que créditos no valor de 12,2 bilhões de reais, que na prática não existiam, foram negociados.
Por conta dessas acusações, cinco pessoas já foram presas em novembro. A lista inclui o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e outros quatro executivos de alto escalão da instituição. Entre eles estão o ex-presidente, o diretor de Risco e Compliance e o superintendente de Tesouraria.
Andamento dos depoimentos
A fase atual do processo prevê a oitiva de vários investigados entre os dias 26 e 28 de janeiro. Augusto Ferreira Lima, Luiz Antônio Bull e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, todos ligados ao Master, foram intimados a depor nesse período. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, também prestará depoimento.
Daniel Vorcaro, figura central do caso, deve ser ouvido no dia 27. Em uma decisão complementar, o ministro Toffoli reduziu a janela para os depoimentos de seis para apenas dois dias. O atendimento ao pedido da PF se deu por questões logísticas, como limitações de pessoal e de infraestrutura no STF.
A corporação agora precisa apresentar um novo cronograma, com dois dias consecutivos dedicados aos interrogatórios. Esse ajuste busca agilizar essa etapa sem prejudicar o andamento das apurações.
Novas frentes em análise
A estratégia principal da Polícia Federal é manter o foco nas fraudes financeiras já apuradas. Existe uma avaliação interna para evitar que um único inquérito se torne excessivamente longo e complexo com a adição de novos fatos. A abertura de investigações separadas para outros eventos é uma possibilidade em estudo.
Paralelamente, um novo tema começou a ser examinado. A PF iniciou apurações preliminares sobre a atuação de um grupo de influenciadores digitais. A suspeita é que esses perfis tenham promovido ataques coordenados contra o Banco Central e contra os próprios investigadores do caso.
Há indícios sendo averiguados sobre um possível envolvimento de Daniel Vorcaro na contratação desses influenciadores. Essa linha de investigação tenta conectar os ataques virtuais aos principais investigados.
Influenciadores no radar
Um levantamento inicial da PF já identificou pelo menos 46 perfis em redes sociais envolvidos nos ataques. O bombardeio digital tinha como alvo o Banco Central e as autoridades que trabalham no caso Master. Por enquanto, essa apuração corre em um procedimento preliminar, chamado de Notícia-Crime em Verificação.
Isso significa que ainda não há um inquérito formal aberto sobre esse tema específico. A decisão de transformar essas apurações iniciais em uma investigação de fato dependerá da análise dos indícios coletados. A PF vai verificar se há provas suficientes para justificar um novo inquérito.
O trabalho segue em várias frentes, mas com a prioridade clara de não perder o ritmo na apuração das grandes fraudes. Enquanto isso, a sociedade acompanha mais um capítulo de um caso que envolve cifras bilionárias e atinge a confiança no sistema financeiro. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
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