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Suspeito de ameaçar vereadores de Potiretama se apresenta à polícia e nega crime

O clima na pequena Potiretama, no interior do Ceará, ficou pesado depois que um grupo de vereadores relatou ter recebido ameaças de morte. O caso, que ganhou os noticiários locais, envolve acusações sérias e já movimentou a polícia e os bastidores do poder na cidade. Tudo começou com um boletim de ocorrência registrado coletivamente pelos parlamentares.

A história tomou forma a partir de uma conversa em um bar, segundo o relato dos vereadores. Eles afirmam que James Martins, apontado como sobrinho de uma ex-secretária municipal de Educação, teria feito declarações alarmantes. Em meio à conversa, ele mencionou a contratação de um pistoleiro da cidade de São Miguel e um pagamento antecipado de quatro mil reais a um intermediário.

Preocupados com a gravidade da situação, os vereadores decidiram agir rapidamente. Eles levaram o caso à Delegacia de Alto Santo e comunicaram o fato a todos os colegas da câmara. A medida busca garantir a segurança do grupo e pressionar por uma investigação rigorosa. O caso agora está nas mãos da Polícia Civil cearense.

A defesa se pronuncia

Do outro lado, a versão de James Martins chegou por meio de uma nota de seus advogados. O escritório assumiu a defesa técnica e informou que o acusado compareceu à delegacia de forma voluntária. Ele esteve acompanhado de seu advogado e se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

A defesa manifesta a absoluta inocência de James e critica as acusações. O texto afirma que as denúncias são desprovidas de provas e se baseiam em narrativas distorcidas. O teor da nota sugere que haveria uma motivação política por trás de toda a situação, usando o caso para atingir outras pessoas.

De forma veemente, os advogados refutam qualquer uso do aparato policial para perseguição ou intimidação. A estratégia é clara: negar tudo e inverter o jogo, colocando o seu cliente no papel de vítima de um esquema maior. Agora, as duas narrativas – a dos vereadores e a da defesa – correm paralelas enquanto os fatos são apurados.

Os detalhes das acusações

Os vereadores envolvidos são o presidente da Câmara, Robertinho Holanda, e mais cinco colegas: Jean Filho, Daiane Maia, Cristiano Cortez, Josemberg Almeida e Francélio Amorim. Eles tomaram conhecimento das supostas ameaças primeiro por uma ligação telefônica e depois por mensagens de áudio, o que os levou a formalizar a queixa.

O boletim de ocorrência traz detalhes específicos. Além da menção ao pistoleiro e ao pagamento, cita o nome do suposto intermediário, Ivanildo. Diante do conteúdo grave e da falta de nomes explícitos de todos os possíveis alvos, o grupo decidiu agir de forma coletiva para se proteger e dar transparência ao caso.

Após a repercussão, os vereadores afirmam que o próprio James Martins entrou em contato para tentar se explicar. A medida, no entanto, não foi suficiente para acalmar os ânimos. Eles seguem buscando medidas de proteção e já pediram apoio institucional ao Governo do Estado, aguardando os próximos passos da investigação policial.

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