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STF julga cinco acusados do assassinato de Marielle Franco a partir desta terça-feira.

O Supremo Tribunal Federal retoma nesta terça-feira um dos julgamentos mais aguardados do país. A Primeira Turma da Corte analisa a acusação contra cinco homens apontados como envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. O crime, que completa seis anos em março, chocou o Brasil e segue como um símbolo da luta por justiça.

As sessões estão marcadas para hoje, às 9h e 14h, e para a manhã de quarta-feira. Os ministros vão decidir se os réus ordenaram, planejaram ou dificultaram a investigação do duplo homicídio. Todos os acusados já se encontram presos e negam qualquer participação no crime ocorrido naquela noite de 14 de março de 2018.

O caso chegou ao STF devido ao foro privilegiado de um dos envolvidos. As investigações apontam que o crime teve motivação política, ligada a disputas por terras e à atuação de milícias na cidade do Rio de Janeiro. A expectativa é que o julgamento traga novos esclarecimentos sobre quem mandou matar Marielle.

Os acusados e seus supostos papéis

A lista de réus inclui nomes que ocupavam posições de poder no Rio. Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, e seu irmão, Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do estado, são acusados de serem os mandantes do crime. A acusação sustenta que o motivo estaria ligado a interferências da vereadora em projetos de interesse do grupo.

Outro nome de destaque é o de Rivaldo Barbosa, que era o chefe da Polícia Civil do Rio na época dos assassinatos. Ele é acusado de ter atuado para atrapalhar as investigações desde o primeiro momento, protegendo os verdadeiros responsáveis. Sua prisão, no ano passado, foi um grande revés para as defesas.

Completam a lista dois ex-policiais militares. O major Ronald Alves de Paula é acusado de ter feito o monitoramento prévio da rotina de Marielle. Já Robson Calixto, que também era assessor do Tribunal de Contas, é apontado como o fornecedor da arma usada no crime.

O andamento do julgamento no STF

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, será o primeiro a votar. Em seguida, apresentam seus votos os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e, por último, Flávio Dino. Eles vão analisar uma enorme quantidade de provas e depoimentos colhidos ao longo dos anos.

Caso confirmem as condenações, os ministros deverão fixar as penas para cada réu, de acordo com o nível de envolvimento de cada um. Se optarem pela absolvição, o caso será arquivado. Qualquer decisão, porém, ainda poderá ser contestada por meio de recursos jurídicos cabíveis.

O julgamento é considerado a etapa final de um longo quebra-cabeça. Dois outros homens, os ex-PMs Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, já foram condenados por executar o crime. Eles fecharam um acordo de delação com a Polícia Federal, e seus depoimentos foram cruciais para chegar aos cinco réus atuais.

O que esperar dos próximos dias

A sociedade acompanha com esperança e tensão cada detalhe que emerge da Corte. Para muitos, este julgamento representa um teste decisivo para as instituições brasileiras. A capacidade de investigar e punir crimes de alto escalão, envolvendo políticos e policiais, está em jogo.

Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. O desfecho pode ajudar a entender as complexas redes de poder e violência que operam em algumas regiões metropolitanas. O caso Marielle virou um marco na discussão sobre segurança pública e justiça.

Com a palavra final dos ministros, espera-se que uma longa página de incertezas comece a ser virada. O caminho até aqui foi longo e tortuoso, marcado por pistas que cruzavam o crime organizado e a política. O que resta agora é aguardar o veredito da mais alta Corte do país.

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