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Sóstenes diz não saber se imposto foi pago em imóvel ligado a dinheiro apreendido

Um deputado federal está no centro de uma investigação da Polícia Federal após uma apreensão de valores em sua casa. Ele afirma que o dinheiro veio da venda de um imóvel. No entanto, surgem perguntas sobre a regularidade dessa transação, especialmente sobre o pagamento de um imposto fundamental.

O parlamentar diz não saber se o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis foi quitado. A responsabilidade pelo recolhimento, segundo ele, é exclusiva do comprador. Por isso, ele orienta que os esclarecimentos sejam buscados diretamente com o adquirente ou com o cartório envolvido no processo.

A situação chama a atenção porque esse tributo municipal é etapa crucial. Sem o comprovante de pagamento, a transferência de propriedade não costuma ser finalizada no registro. A venda pode até ser formalizada em contrato, mas o novo dono só se torna proprietário legal após essa etapa cartorária.

Sobre a finalização da venda

Questionado diretamente se a transação foi concluída, o deputado não deu uma resposta objetiva. Ele reiterou que sua parte se limitava às obrigações legais de vendedor. A escritura do imóvel foi lavrada mesmo sem a comprovação prévia do pagamento do imposto, conforme anotado no próprio documento.

Esse detalhe é importante. Na prática, lavrar a escritura é um passo, mas registrar é outro. O registro é o ato que transfere a propriedade de fato. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. A falta do comprovante do ITBI geralmente trava todo o processo no cartório de registro de imóveis.

O parlamentar não confirmou se o imposto foi pago posteriormente. Também não soube dizer se a transferência de propriedade foi, de fato, registrada. Ele apenas destacou que o comprador tem um prazo legal para fazer o recolhimento, que pode ir além da data da escritura.

Os detalhes do contrato

O contrato particular que deu base à operação menciona uma data de compra e estabelece um prazo para a efetivação da escritura. No entanto, não ficou claro se esse documento tinha todas as formalidades necessárias no momento da assinatura perante o tabelião, como firma reconhecida ou testemunhas.

Sobre a comunicação à Receita Federal, o deputado foi enfático. Ele afirmou que a venda será declarada na declaração anual do Imposto de Renda, dentro do prazo estabelecido em lei. Em declaração anterior, ele já havia dito que o imóvel vendido estava declarado e que tudo estava normal.

A escritura também dispensou a apresentação de algumas certidões, como a fiscal municipal do imóvel. Quando perguntado sobre isso, o parlamentar disse que apresentou todas as certidões solicitadas pelo comprador. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira. Ele se limitou a essa explicação, sem detalhar os motivos das dispensas registradas.

O caminho para os esclarecimentos

Diante das dúvidas persistentes, a solução parecia ser ouvir a outra parte. Questionado se poderia fornecer o contato do comprador para esclarecer o pagamento do ITBI, o deputado disse que precisaria consultar seu advogado sobre essa possibilidade. Ele manteve a posição de que apenas o cartório ou o comprador poderiam dar tais informações.

A situação deixa um vácuo sobre a conclusão real do negócio. Enquanto o pagamento do imposto não for comprovado, a transferência legal do imóvel permanece em suspenso perante a lei. O caso segue sendo investigado no contexto mais amplo de desvio de recursos da cota parlamentar.

O episódio ilustra como transações imobiliárias, mesmo envolvendo figuras públicas, podem ter lacunas de informação. A falta de um documento específico pode deixar um ponto crucial da história sem uma resposta definitiva para a sociedade.

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