Os dois agentes federais de imigração que estavam mascarados durante o incidente fatal em Minneapolis foram identificados. Segundo uma investigação jornalística, trata-se de Jesus Ochoa, de 43 anos, e Raymundo Gutierrez, de 35. Ambos são do sul do Texas e trabalham para a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos.
Ochoa ingressou no órgão em 2018 como agente da Patrulha de Fronteira. Gutierrez está na instituição desde 2014 e atua em uma equipe de operações especiais de alto risco. As identidades foram reveladas após um intenso trabalho de apuração, já que o governo se recusou a divulgá-las publicamente.
O Departamento de Segurança Interna, responsável pela supervisão desses agentes, não quis comentar o caso. A reportagem tentou contato direto com os dois homens envolvidos, mas não obteve retorno. A falta de transparência gerou críticas de várias esferas.
O cerne do caso e a justificativa para a revelação
A decisão de publicar os nomes partiu de um princípio básico de prestação de contas. O site responsável pela investigação argumentou que o caso demanda máximo esclarecimento público. Dois agentes mascarados efetuaram dez disparos contra um homem já imobilizado no chão.
A política de ocultar as identidades dos agentes representa um desvio grave dos protocolos normais. Legisladores e ex-autoridades federais criticaram a medida. Esse sigilo priva a sociedade de uma ferramenta fundamental para garantir a responsabilização de agentes públicos.
Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. A transparência é um pilar essencial para a confiança nas instituições. Sem ela, investigações perdem credibilidade e a justiça fica comprometida.
A sequência dos fatos e as contradições oficiais
Alex Pretti, de 37 anos, protestava contra ações de imigração quando foi abordado. Ele filmava a operação, foi derrubado e recebeu spray de pimenta no rosto. Pelo menos seis agentes o imobilizaram no chão durante a ação.
Agentes gritaram que Pretti estava armado. Ele tinha porte de arma, mas em nenhum momento levou as mãos à cintura, onde a arma estava. Um dos agentes efetuou o primeiro disparo, Pretti caiu e recebeu mais nove tiros. Ele não resistiu e morreu a caminho do hospital.
A narrativa inicial do governo foi dura e acusatória. Pretti foi rapidamente classificado como uma ameaça. Contudo, vídeos de testemunhas contradisseram a versão oficial, forçando uma mudança no discurso das autoridades.
As repercussões e a investigação em curso
Autoridades estaduais e locais relataram dificuldades para colaborar com o governo federal. Elas nem tiveram acesso imediato ao local do crime. A falta de cooperação complicou ainda mais o entendimento completo do ocorrido.
Um relatório interno do próprio órgão dos agentes, enviado ao Congresso, trouxe novas contradições. O documento não menciona que Pretti ameaçou os agentes e confirma que dois homens efetuaram os disparos, não apenas um. Os nomes dos envolvidos, porém, foram omitidos.
Após semanas de pressão pública, o Departamento de Justiça anunciou a abertura de uma investigação federal sobre a morte. Os dois agentes foram afastados de suas funções. O caso segue sob análise, aguardando as conclusões das apurações civis. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.
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