O Ceará está investigando quatro possíveis casos de Mpox, conforme informou a Secretaria da Saúde do Estado. Até agora, não há confirmações da doença neste ano. O último registro oficial ocorreu em 2025, com um total de treze ocorrências.
A situação atual não é considerada alarmante pelas autoridades sanitárias. O Estado mantém um monitoramento preventivo, focado principalmente na identificação de possíveis quadros graves. No momento, a rede pública de saúde tem uma demanda maior por conta do aumento das síndromes gripais, especialmente na capital Fortaleza.
Em todo o estado, doze notificações foram feitas desde o início do ano. Desse total, oito casos já foram descartados após análise. Os outros quatro seguem em investigação laboratorial para confirmação ou não do diagnóstico.
Cenário estadual e nacional
Enquanto o Ceará não tem confirmações em 2026, o cenário nacional é diferente. O Brasil já soma 88 infecções neste ano, com a maior concentração em São Paulo. O estado paulista acumula 63 registros desde janeiro, mostrando uma circulação mais ativa do vírus em outras regiões.
Desde que o vírus foi identificado no país, em 2022, o Ceará registrou 546 casos de Mpox. A grande maioria, 496 confirmações, aconteceu justamente naquele primeiro ano de circulação. Esse número representou cerca de noventa por cento do total estadual.
Nos anos seguintes, os casos se tornaram esporádicos, não passando de vinte confirmações anuais. A redução está ligada à própria característica do vírus, que tem uma capacidade de transmissão limitada. Por isso, ele tende a causar surtos pontuais, sem uma propagação ampla e sustentada.
Entendendo a doença
A Mpox é uma doença zoonótica, ou seja, pode ser transmitida entre animais e humanos. O contágio ocorre principalmente pelo contato próximo com pessoas, objetos ou animais infectados. Atualmente, a transmissão por via sexual, similar a outras infecções sexualmente transmissíveis, tem sido a forma mais comum.
Os sintomas incluem o surgimento de lesões e bolhas doloridas na pele. Elas podem aparecer em um intervalo que vai de três a vinte e um dias após o contato com o vírus. O quadro costuma durar de duas a quatro semanas até a completa recuperação.
Além das lesões na pele, a pessoa pode apresentar febre, fraqueza, inchaço dos gânglios, dor de cabeça e dores no corpo. A prevenção passa por evitar o contato direto com as lesões ou fluidos corporais de quem está infectado. O uso de preservativo em todas as relações sexuais também é uma medida de proteção essencial.
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