O setor de serviços do Brasil segue firme e alcançou, em janeiro, o mesmo patamar recorde visto no final do ano passado. Isso significa que a atividade está estável no topo, mantendo uma boa distância acima do nível que tínhamos antes da pandemia. A notícia vem da Pesquisa Mensal de Serviços, que faz um raio-x detalhado desse importante segmento da economia.
O crescimento de 0,3% em relação a dezembro pode parecer pequeno, mas confirma a força do setor. Três das cinco grandes áreas pesquisadas puxaram esse resultado para cima. Os chamados outros serviços, que incluem desde oficinas até atividades financeiras auxiliares, tiveram a alta mais expressiva.
Por outro lado, os serviços prestados às famílias, onde se encaixam restaurantes e salões de beleza, recuaram no mês. Esse movimento específico ajudou a segurar um crescimento mais robusto. Ainda assim, o panorama geral permanece em seu ponto mais alto histórico.
Comparação com o ano anterior mostra trajetória sólida
Quando olhamos para janeiro do ano passado, o crescimento é mais nítido: 3,3%. Este já é o 22º mês seguido de alta nessa comparação, um sinal claro de recuperação consistente. O acumulado em doze meses também é positivo, fechando em 3,0%.
Os grandes protagonistas desse crescimento anual foram os serviços voltados para empresas. As áreas de informação e comunicação, que abrangem tecnologia e mídia, e os serviços profissionais e administrativos puxaram a fila com os melhores desempenhos.
Quase metade dos tipos de serviços investigados apresentou alta nessa comparação. Esse dado, chamado de índice de difusão, mostra que o crescimento não está concentrado em apenas alguns nichos. É um sinal de que o dinamismo está espalhado por várias frentes de atividade.
Atividades turísticas sentiram o fim das festas
O segmento de turismo apresentou uma queda de 1,1% em janeiro, na comparação com dezembro. É um movimento comum, já que o mês seguinte às festas de fim de ano costuma ser mais fraco. Apesar do recuo, o nível de atividade ainda está 11,6% acima do período pré-pandemia.
O recuo foi influenciado principalmente pela queda nos serviços de alimentação, como restaurantes e bares. Estados como Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro foram os que mais contribuíram para esse resultado negativo no mês.
Porém, na comparação com janeiro do ano anterior, o volume de atividades turísticas cresceu 3,5%. Esse avanço foi puxado pelo transporte aéreo, agências de viagem e o próprio setor de restaurantes. São Paulo e Rio de Janeiro tiveram os impactos positivos mais significativos nesse cenário.
Transporte de cargas e passageiros em ritmos diferentes
O volume de transporte de passageiros ficou estável em janeiro, sem variação frente a dezembro. Esse segmento, que inclui ônibus, aviões e aplicativos, ainda opera abaixo do seu auge histórico, mas segue acima do nível pré-pandemia. É um setor que se recupera em um ritmo mais lento.
Já o transporte de cargas teve uma leve alta de 0,1% no mesmo período. Esse indicador é um termômetro importante para a produção e o comércio. Ele opera em um patamar bem superior ao de antes da crise sanitária, mostrando a força da logística no país.
Na comparação anual, ambos os transportes crescem há vários meses seguidos. O de passageiros subiu 5,7% e o de cargas, 3,0%. São sequências longas de resultados positivos que indicam uma demanda consistente por mobilidade e entrega de mercadorias.
Desempenho regional teve destaques opostos
A pesquisa mostra um retrato diverso do país. Em janeiro, doze estados apresentaram alta no volume de serviços. São Paulo, mesmo com uma variação não tão alta, foi o que mais contribuiu para o resultado nacional positivo devido ao seu peso econômico. Estados como Mato Grosso e Santa Catarina também se destacaram.
Por outro lado, Paraná e Rio de Janeiro exerceram as influências negativas mais relevantes no cálculo geral. Essas quedas regionais ajudam a explicar por que o crescimento nacional no mês foi moderado, puxado por alguns estados enquanto outros ainda patinavam.
Na comparação com janeiro de 2025, o cenário é mais otimista: dezesseis unidades da federação acompanharam a alta nacional de 3,3%. Mato Grosso registrou um crescimento expressivo, puxado por seus setores de serviços. São Paulo, mais uma vez, teve o maior impacto positivo pelo volume da sua economia.
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