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‘Se tiver filho meu metido nisso, será investigado’, diz Lula sobre esquema de fraude no INSS

O presidente Lula fez uma declaração contundente nesta quinta-feira sobre as investigações de fraudes no INSS. Ele conversou com jornalistas no Palácio do Planalto e deixou claro que ninguém envolvido nos crimes ficará impune. A fala ganhou destaque pelo tom firme e pela abrangência da promessa de apuração.

O chefe do Executivo afirmou que todas as pessoas ligadas ao esquema serão investigadas pela Polícia Federal. Ele mencionou que muitos detalhes ainda estão em sigilo, mas que tem acompanhado as notícias. Lula reforçou a necessidade de seriedade no trabalho da CPI que analisa o caso.

Ele foi direto ao afirmar que a investigação não poupará ninguém por laços familiares. O presidente brincou ao dizer que nem mesmo um filho seu, se estivesse envolvido, escaparia. A única exceção, em tom de humor, seria seu pai, que já faleceu. A declaração mostra a dimensão que o governo quer dar ao caso.

A gravidade das fraudes contra os aposentados

Lula criticou duramente a ação criminosa de desviar recursos dos beneficiários do INSS. Ele lembrou que muitos idosos dependem de um salário mínimo para sobreviver. Explorar essa vulnerabilidade com promessas falsas é considerado um crime especialmente grave pelo presidente.

O mandatário se disse tranquilo com o andamento das apurações. Ele destacou que não interfere nos detalhes operacionais da Polícia Federal. A convicção é que todos os responsáveis pagarão pelo prejuízo causado aos cofres públicos e aos aposentados. A fala reflete uma tentativa de transmitir confiança na investigação.

A operação Sem Desconto, da PF, cumpre mandados em várias cidades do país. São 16 prisões preventivas e mais de 50 ordens de busca e apreensão. O foco são desvios milionários que lesaram o sistema de seguridade social. A ação marca a quinta fase deste amplo inquérito.

A queda do número dois da Previdência

Um dos alvos da operação foi justamente o secretário-executivo do Ministério da Previdência. Adroaldo Portal, que ocupava o cargo de número dois da pasta, foi afastado e recebeu prisão domiciliar. Ele tem formação em jornalismo e já atuou no Congresso Nacional.

O ministro Wolney Queiroz afirmou não ter conhecimento prévio do envolvimento do seu subordinado. A exoneração do secretário ocorreu imediatamente após a deflagração da operação policial. O governo buscou distanciar a gestão atual das supostas irregularidades.

A declaração final do presidente na coletiva reforçou o compromisso com a legalidade. Lula afirmou que crimes contra o patrimônio público são, em sua visão, ataques à democracia. A mensagem foi clara: todos os responsáveis devem ser responsabilizados perante a lei.

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