O São Paulo está em busca de um novo técnico. A saída de Hernán Crespo abriu um espaço que o clube precisa preencher com urgência, mas a missão não está sendo simples. Os primeiros movimentos no mercado mostram que o caminho até a escolha final pode ser mais longo do que se imaginava.
A diretoria fez uma consulta inicial por Filipe Luís, que teve uma rápida, porém impactante, passagem pelo Flamengo. A resposta, no entanto, não foi a esperada. O ex-lateral demonstrou que seus planos para 2026 estão fora do Brasil, recusando o convite de forma precoce. Com uma porta fechada, a atenção do tricolor se voltou imediatamente para outros nomes.
Nesse momento, o perfil que ganha força dentro da administração é o de Roger Machado. O treinador está sem clube desde setembro do ano passado, quando deixou o Internacional. Sua experiência no futebol brasileiro e seu estilo de trabalho parecem agradar a setores importantes da cúpula são-paulina. Uma sondagem inicial já foi realizada para entender as condições de um possível acordo.
As razões por trás da mudança
A demissão de Hernán Crespo não foi um ato impulsivo. Ela veio após um acumulado de percepções internas sobre o trabalho do argentino. Fontes próximas ao dia a dia do clube relatam que alguns hábitos do técnico começaram a gerar desconforto entre os dirigentes. A sintonia fina com o elenco parecia estar se perdendo.
Um ponto específico causou estranheza: o plano de treinos da última semana. Com o Campeonato Brasileiro se aproximando, Crespo deu três dias completos de folga para o grupo após o Paulistão. A decisão foi vista por alguns como excessivamente branda em um momento de preparação crucial. A leitura interna foi de que o ritmo poderia estar abaixo do necessário.
Os detalhes do cotidiano no CT da Barra Funda reforçaram essa impressão. Na quinta-feira, por exemplo, uma atividade programada durou menos de sessenta minutos. Pequenos episódios como esse, somados à gestão do descanso, pintaram um quadro de descompasso. Para a diretoria, era hora de uma mudança antes que a temporada principal começasse.
O nome que agrada a cúpula
Com o processo em andamento, Roger Machado surge como uma opção que naturalmente atrai os tomadores de decisão. Seu currículo é conhecido: passagens por Athletico-PR, Grêmio, Palmeiras e, mais recentemente, pelo Internacional. Ele carrega a imagem de um profissional metódico e com boa comunicação, aspectos valorizados em momentos de reconstrução.
A disponibilidade imediata do treinador é um fator logístico crucial. Sem vínculo empregatício, as negociações podem ser mais ágeis, e a transição seria suave. Apesar da aceitação interna, é importante notar que nenhuma decisão final foi formalizada. A sondagem de valores é apenas o primeiro passo de um diálogo que precisa evoluir.
O São Paulo, portanto, se encontra em uma fase de avaliação cuidadosa. A pressão do calendário exige agilidade, mas a escolha é estratégica demais para ser precipitada. Roger Machado é hoje o candidato que melhor se alinha ao perfil desejado pela liderança do clube. Os próximos dias serão decisivos para definir se essa aproximação inicial se converterá em um contrato.
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