A seca no Ceará tem sido um desafio intenso para quem vive e trabalha no campo. A falta de chuva castiga a terra, os animais e, principalmente, as famílias que dependem da agricultura. Diante desse cenário, líderes do setor agropecuário decidiram levar a preocupação diretamente ao governador.
O presidente da Federação da Agricultura do Estado, Amílcar Silveira, conseguiu uma audiência com Elmano de Freitas. A reunião reuniu um grupo expressivo, mostrando a união em torno do problema. Estiveram presentes doze prefeitos de municípios afetados, vinte secretários municipais de Agricultura e também empresários do setor.
O objetivo era claro e urgente: buscar soluções imediatas para socorrer as áreas rurais castigadas pela estiagem. Mas o olhar também estava no futuro. Eles discutiram a necessidade de um planejamento para, quando as chuvas voltarem, promover um plantio em maior escala e mais eficiente. A ideia é transformar o período difícil em uma oportunidade de recuperação.
Um diálogo direto com o governo estadual
A conversa na sede do governo foi produtiva e direta. Os representantes dos municípios puderam expor suas realidades específicas, cada uma com suas dificuldades particulares. O governador Elmano de Freitas ouviu atentamente as demandas trazidas pela comissão. Esse canal aberto é fundamental em situações de crise.
Amílcar Silveira destacou a postura acessível do chefe do executivo estadual. Ele afirmou que o governador tem sido atencioso com as causas do setor. Esse tipo de abertura facilita a construção de soluções em conjunto. Quando há escuta, as políticas públicas têm maior chance de acertar na necessidade real das pessoas.
O resultado prático do encontro foi a formação de uma comissão técnica para tocar o assunto. A coordenação ficou a cargo dos secretários Chagas Vieira, da Casa Civil, e Fernando Santana, dos Recursos Hídricos. Representantes da Associação dos Municípios completam o grupo.
Do planejamento à ação prática no campo
Agora, o trabalho dessa comissão é colocar no papel um plano de contingência. Eles vão detalhar como o estado pode agir rápido para amenizar os efeitos da seca atual. Isso pode envolver desde a distribuição de água por carros-pipa até o fornecimento de ração para animais, medidas que mantêm o produtor de pé.
Paralelamente, começam os estudos para a fase de recuperação. O planejamento para o próximo período chuvoso é uma estratégia inteligente. A ideia é ter tudo organizado: sementes de qualidade, insumos acessíveis e linhas de crédito facilitadas. O momento será de plantar com força total.
Essa iniciativa mostra uma mudança de perspectiva. Em vez de apenas reagir à emergência, há um esforço para criar resiliência. A união entre estado, municípios e produtores é o caminho mais sólido. O campo cearense precisa de apoio concreto para seguir produzindo e garantindo alimento na mesa do brasileiro.
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